- Mais de uma dezena de manifestantes da concentração de quarta-feira junto ao Parlamento vão pedir à Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) que investigue alegadas agressões de agentes da PSP durante a dispersão.
- O grupo está a reunir vídeos, fotografias, testemunhos e relatórios médicos para fundamentar o pedido de inquérito.
- O protesto ocorreu no dia de greve geral junto ao Parlamento.
- O Público indicou que os queixosos são trabalhadores entre 24 e 43 anos.
- A PSP afirmou que, em estado de direito democrático, não podem ser tolerados crimes contra a autoridade pública.
Mais de uma dezena de manifestantes que participaram na concentração de quarta-feira, dia de greve geral, junto ao Parlamento, está a reunir vídeos, fotografias, testemunhos e relatórios médicos. A intenção é pedir à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) que investigue alegadas agressões por parte de agentes da PSP durante a dispersão do protesto.
Segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO, os trabalhadores têm entre 24 e 43 anos e preparam a queixa com base em relatos de danos físicos ocorridos nesse dia. A recolha de material inclui registos médicos de atendimento e depoimentos de quem participou na manifestação.
O objetivo é obter um inquérito independente sobre eventuais abusos de autoridade, com o foco na atuação policial durante a dispersão. A ação surge no seguimento de relatos de violência reportados por alguns participantes.
A PSP já reagiu, afirmando que, no Estado de Direito Democrático, não podem ser tolerados crimes contra a autoridade pública. A força policial refere-se a atos ilegais que devem ser responsabilizados conforme a lei.
Solicitação à IGAI
O grupo pretende entregar uma denúncia formal à IGAI, acompanhada do conjunto de materiais recolhidos. A iniciativa visa esclarecer a sequência de acontecimentos ocorridos durante o protesto no centro de Lisboa.
Os queixosos explicam que a recolha de provas visa fundamentar uma avaliação técnica sobre a atuação policial. Mantêm o objetivo de que o inquérito examine a atuação das forças de segurança sem preconceitos.
A manifestação de grevistas decorreu sem paralisação de serviços, mas gerou relatos de confrontos e confrontos entre manifestantes e agentes. A notícia base aponta para a intenção de avançar com a queixa após a análise dos documentos.
Entre na conversa da comunidade