- Quatro homens que se diziam polícias entraram na moradia de um casal em Sintra, apresentando crachás da PSP e um mandado de busca falsos.
- Ato resultou na abertura da casa, com o cofre arrombado e 21 500 euros apreendidos antes de os agressores fugirem.
- O casal, com 44 e 42 anos, ficou sem dinheiro e sem documentos; alertou a Guarda Nacional Republicana (GNR).
- A GNR de Sintra deteve um dos falsos polícias, de 42 anos, e apreendeu a viatura, bem como 4 455 euros, roupas, crachá, bastão extensível, munição, mandados falsos e algemas.
- O suspeito ficou em prisão preventiva; a GNR recomenda confirmar sempre a identificação policial e não entregar dinheiro sem confirmação da atuação da força.
Quatro homens que se faziam passar por polícias entraram na moradia de um casal em Sintra, na segunda-feira passada, apresentando crachás da PSP falsos e um mandado de busca também falsificado. O objetivo era apoderar-se do conteúdo existente na casa, incluindo o cofre, que foi aberto pelos intrusos. Ao final, desapareceram levando cerca de 21 500 euros.
O casal, de 44 e 42 anos, ficou sozinho na casa sem documentos ou cópia da suposta busca. Percebendo a burla, dirigiu o alerta à Guarda Nacional Republicana (GNR). Militares do Núcleo de Investigação Criminal de Sintra deslocaram-se de imediato ao local, recolhendo descrições dos suspeitos, da roupa e do veículo utilizado.
A investigação permitiu localizar o veículo, que era alugado, e a localização de um dos falsos polícias através de GPS. O suspeito, de 42 anos, já conhecido da GNR, foi detido. A viatura foi apreendida e foram recuperados 4455 euros, parte do valor roubado, além da roupa, do crachá, de um bastão extensível, de uma munição de 6,35 milímetros, de mandados falsificados e de algemas. O homem permanece em prisão preventiva após apresentação a juiz.
Detenção e seguimento
A GNR avisa a população para que, em caso de alguém apresentar-se como polícia, seja solicitada a identificação profissional. Em caso de dúvida, recomenda-se contactar a força de segurança territorialmente competente e evitar permitir a entrada de terceiros na residência ou entregar dinheiro sem confirmação da atuação. O processo está em curso para esclarecer a extensão da fraude e identificar os demais envolvidos.
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