- Um clérigo ortodoxo russo, o bispo Grigory Alfeyev, conhecido como Hilarion, foi detido na República Checa após a polícia encontrar quatro recipientes com “uma substância branca” no carro.
- Hilarion era considerado o braço direito do Patriarca Kirill e, em 2022, foi enviado para liderar a diocese húngara; foi afastado do cargo em 2024 após alegações de assédio sexual.
- A polícia checa informou que um homem foi detido numa autoestrada entre Karlovy Vary e Praga, após uma denúncia anónima sobre transporte de substâncias estupefacientes; ainda sem acusações formais.
- O clérigo afirmou, via Telegram, que não tem nenhuma ligação com tráfico de drogas e nega as acusações.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia qualificou o incidente como provocação para desacreditar Hilarion e pediu a sua libertação imediata; ele atua actualmente como sacerdote numa igreja ortodoxa russa em Karlovy Vary.
Um clérigo ortodoxo russo, outrora influente em Moscovo, foi detido na República Checa após a descoberta de recipientes com uma substância branca suspeita no carro. A detenção ocorreu no domingo, em vias da Boémia Central, durante uma ação que envolve o Centro Checo de Combate às Drogas. Segundo a polícia, o veículo foi sujeito a diligências após uma denúncia anónima.
Quatro recipientes contendo a substância foram encontrados na bagageira do automóvel, segundo um comunicado publicado no canal de Telegram do clérigo. O clérigo, cuja identidade tem sido associada ao bispo Hilarion, negou categoricamente qualquer relação com o tráfico de drogas. A polícia checa confirmou que um homem foi detido na autoestrada entre Karlovy Vary e Praga, com interrogatórios em curso e sem acusações formais até ao momento.
Contexto
Hilarion, nome secular Grigory Alfeyev, já foi considerado o braço direito do Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, e chegou a liderar o departamento de relações exteriores da igreja durante 13 anos. Em 2022 foi enviado para dirigir a diocese húngara, após o início da guerra na Ucrânia, e foi afastado do cargo em 2024 após alegações de assédio por parte de uma assessora mais jovem. O clérigo nega as acusações e mantém uma postura cautelosa relativamente ao conflito.
Repercussões
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia descreveu o incidente como uma provocação para desacreditar Hilarion, cobrando a sua libertação. Hilarion, que já foi visto como possível sucessor do Patriarca Kirill, atualmente atua como sacerdote numa igreja ortodoxa russa em Karlovy Vary, cidade termal onde permanece desde o afastamento. A situação prossegue sem divulgação de mais detalhes oficiais sobre a identidade do detido.
Atualização
A Polícia Checa indicou que os interrogatórios continuam e que, até ao momento, não foi anunciada qualquer acusação formal contra o detido. A AFP, citando o Centro Checo de Combate às Drogas, confirmou que a investigação teve como base uma denúncia anónima que apontava para o transporte de substâncias estupefacientes e psicotrópicas.
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