- Detetar a droga K4 só é possível em laboratório, quando e se apreendida nas cadeias.
- A Polícia Judiciária alerta para o aumento de droga K4 nas cadeias portuguesas, com amostras passando de cinco em 2020 para 307.
- A droga K4 é até 100 vezes mais forte do que a canábis e já provocou mortes nas cadeias portuguesas.
- Folha com droga K4 pode render entre dois a quatro mil euros.
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A droga conhecida como K4 voltou a dominar o debate sobre substâncias interditas nas prisões portuguesas, segundo o programa Investigação CM, emitido pela CMTV a 19 de maio de 2026. A polícia aponta para um aumento expressivo do consumo e da circulação dentro de estabelecimentos prisionais, o que tem levado a maior atenção das autoridades. A detecção da K4 só é possível em laboratório, quando as amostras são apreendidas nas cadeias.
A escalada do problema fica patente nos números: em 2020, a PJ registou cinco amostras; já em 2026, o número subiu para 307. Este aumento é apresentado pela Polícia Judiciária como indicativo de uma tendência preocupante, associada a riscos de violência e de saúde entre os detidos. A droga é descrita como até 100 vezes mais potente do que a cannabis.
Aumento de K4 nas cadeias portuguesas
A PJ sublinha que a K4 chegou às prisões portuguesas com impactos relevantes, incluindo casos de dependência grave entre reclusos e a necessidade de resposta médica especializada. A administração prisional tem vindo a adaptar procedimentos de controle e a aumentar a cooperação com laboratórios para identificar a substância nas amostras apreendidas.
Detecção e consequências
Especialistas explicam que a identificação da K4 depende de análises laboratoriais específicas, dificultando o rastreio imediato dentro do sistema prisional. A polícia alerta para a necessidade de reforçar a vigilância, a formação de agentes e a colaboração com serviços de saúde para mitigar danos entre internos.
Perspetivas de combate e mediação
As autoridades reafirmam que a luta contra a K4 nos estabelecimentos prisionais passa por ações coordenadas entre a PJ, as autoridades correcionais e serviços de saúde. Medidas incluem investigação de redes de introdução da droga, reforço de controlo de entrada e programas de reabilitação para detidos.
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