- A Polícia Judiciária alerta para o aumento do consumo de droga K4 nas cadeias portuguesas, passando de cinco amostras em 2020 para trezentas e sete em 2026.
- A substância é até cem vezes mais forte do que a canábis e já causou mortes nas prisões portuguesas.
- O K4, também conhecido como “folha”, pode render entre dois a quatro mil euros por folha.
- A deteção só é possível em laboratório quando a droga é apreendida nas cadeias, devido à sua composição química complexa.
- Autoridades solicitam ações mais eficazes de combate ao tráfico, bem como programas de prevenção e tratamento para detidos, com preocupação de que o K4 chegue às comunidades externas.
A Polícia Judiciária (PJ) alertou para o aumento do consumo de droga K4 nas cadeias portuguesas. Em 2020 foram detetadas 5 amostras; em 2026 já chegam a 307. A substância é até 100 vezes mais potente do que a cannabis e já provocou mortes dentro de prisões. A PJ aponta para a rápida propagação e o elevado risco para a saúde dos reclusos.
A droga K4, também conhecida como folha, pode render entre dois a quatro mil euros por folha no meio prisional. A sua composição química complexa dificulta a deteção fora de laboratório, tornando as apreensões um desafio para as autoridades.
A crescente presença de K4 nas cadeias tem preocupado as autoridades, que veem o problema a exigir resposta coordenada entre forças de segurança, justiça e sociedade civil. O uso dentro de prisões tem ligação com violência e crime organizado.
Detecção da droga K4
A PJ informa que a deteção de K4 só é possível em laboratório, quando as amostras são apreendidas nas cadeias. A substância é considerada uma das mais perigosas, com efeitos devastadores na saúde e um potencial elevado de mortalidade.
A organização reforça a necessidade de medidas mais eficazes de combate ao tráfico e ao consumo, bem como de programas de prevenção e de tratamento para detentos. O objetivo é evitar a expansão da droga para comunidades externas.
A situação é descrita como grave e exige resposta integrada entre as forças de segurança, o sistema de justiça e a sociedade civil para conter o uso de K4 e proteger a saúde pública.
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