- Ações violentes de agentes da esquadra do Rato, em Lisboa, são objeto de investigação por alegados abusos contra detidos.
- Os incidentes teriam ocorrido em outubro de dois mil e vinte e quatro, envolvendo dois sem-abrigo detidos por suspeita de furto, que teriam sido submetidos a agressões desde a chegada à esquadra.
- Relatos apontam para violência física e, em alguns casos, violência sexual entre os detidos, bem como coerção para realizar determinados atos, com choro e súplica durante os episódios.
- Vários polícias teriam filmado os ataques e partilhado os vídeos em grupos de WhatsApp, segundo as investigações.
- A investigação continua, com autoridades a assegurar que as medidas legais cabíveis sejam tomadas e que haja avaliação independente dos factos.
Dois indivíduos sem-abrigo foram detidos por suspeita de furto na madrugada de 20 de outubro de 2024, perto da esquadra do Rato, em Lisboa. A autoridade policial está a investigar alegados abusos praticados por vários agentes durante a detenção, incluindo violência física e atos de natureza sexual. A ocorrência ocorreu por volta das cinco da manhã.
Segundo a investigação, os detidos sofreram agressões graves desde o início da abordagem, com uso de cintos, bastões e de técnicas de contenção. Relatos indicam ainda que houve coerção para a prática de atos sexuais, bem como humilhação pública. Os sobreviventes foram também forçados a cantar uma canção de parabéns.
Aautoridade policial já confirmou que está a analisar o conjunto de factos, incluindo a atuação de vários agentes na esquadra. A investigação está a apurar responsabilidades disciplinares e criminais, bem como a veracidade dos relatos recebidos pelos investigadores.
Os relatos indicam que várias pessoas foram vítimas de abusos ao longo de dezenas de casos, envolvendo imigrantes, estrangeiros e indivíduos sob influência de álcool. Há também a menção de filmagens feitas pelos agentes e de partilha de imagens em aplicações de mensagens, segundo os relatos.
Investigação em curso
As informações recolhidas apontam para uma possível prática reiterada de violência e abuso de poder naquela esquadra. Autoridades competentes destacam a necessidade de provas robustas e de ouvir as vítimas em investigação complementar. A comunicação oficial sublinha o compromisso com a legalidade e a proteção de direitos.
As fontes oficiais indicam que existem vários procedimentos abertos, tanto internos quanto criminais, para esclarecer os factos. Não foi possível antever prazos para as conclusões, dada a complexidade das diligências e a necessidade de assegurar os direitos processuais.
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