- A Polícia Marítima interceptou uma lancha de alta velocidade, sem luzes, no Porto de Lisboa, na madrugada de sexta-feira, após perseguição de cerca de trinta minutos pelo Grupo de Ações Táticas (GAT).
- Na embarcação seguiam quatro espanhóis que tentaram abalroar as lanchas da polícia, colocando em risco os agentes, mas foram travados.
- A lancha não continha droga, mas está ligada a redes de tráfico internacional pelo papel de apoio logístico, transportando 6,5 toneladas de combustível para abastecer outras lanchas em alto mar.
- O material apreendido incluiu mantimentos para vários dias, sobressalentes e equipamentos relevantes para a investigação; as evidências apontam para uma “narcolancha” destinada a operações de logística marítima a longas distâncias.
- Os alimentos encontrados foram entregues a uma instituição de solidariedade social; os quatro detidos permanecem em prisão preventiva, com presença ao Ministério Público.
A Polícia Marítima interceptou uma lancha de alta velocidade no Tejo durante a madrugada de sexta-feira, quando esta tentava sair do Porto de Lisboa. Sem luzes, a embarcação foi detetada pela fiscalização e perseguida durante cerca de 30 minutos pelo Grupo de Ações Táticas (GAT). A lancha tentou abalroar as unidades policiais, mas foi imobilizada. Não havia droga a bordo; o veículo transportava combustível, mantimentos para vários dias, sobresselentes e quatro espanhóis detidos.
A investigação aponta que a lancha estava ligada a redes de tráfico internacional pelo apoio logístico que fornecia. O conjunto de evidências sugere uma função de apoio a operações em alto mar, a centenas de milhas da costa portuguesa, funcionando como uma nova estação de serviço para narcotraficantes.
Os quatro homens, todos espanhóis, foram detidos em flagrante por desobediência às autoridades e já foram apresentados aos serviços do Ministério Público. O material apreendido, incluindo as 6,5 toneladas de combustível e os mantimentos, segue para análise pelas autoridades competentes. Os alimentos foram entregues a uma instituição de solidariedade social.
A Autoridade Marítima sublinha que a operação decorre no âmbito da prevenção criminal e da salvaguarda dos espaços marítimos sob soberania nacional, em estreita colaboração com as autoridades judiciárias e demais entidades policiais.
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