- Estão a decorrer novas diligências no caso de alegada tortura na esquadra do Rato; os visados são todos polícias em funções.
- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, indicou que podem ocorrer novas detenções no final do dia, conforme a prova recolhida.
- Esta é a terceira operação policial desde julho de dois mil e vinte e cinco relacionada com alegações de tortura e violação de pessoas detidas, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.
- Doze agentes envolvidos em nove processos mantêm-se sob investigação, sendo dois já a responder em tribunal e sete em prisão preventiva após detenções anteriores.
- O caso envolve a partilha de vídeos e fotos das agressões num grupo de WhatsApp por parte de alguns agentes, que também estão a ser alvo de processos disciplinares.
O Ministério da Administração Interna anunciou novas diligências de investigação no caso de alegada tortura de detidos na esquadra do Rato, em Lisboa. As buscas visam atuais polícias que exercerem funções e que, de alguma forma, puderam estar relacionadas com o comportamento denunciado entre 2024 e 2025. O objetivo é reunir provas adicionais para o caso.
O ministro Luís Neves, em Belas, Sintra, indicou que as diligências decorrerão durante o dia e que podem ocorrer novas detenções ao final do dia, conforme o material recolhido. O governante enfatizou a presunção de inocência e assegurou apoio total ao Ministério Público.
Novas diligências e enquadramento processual
A investigação já é a terceira operação policial desde julho de 2025 sobre alegações de tortura e violação de detidos na esquadra do Rato, maioritariamente toxicodependentes, estrangeiros ou sem-abrigo. Dois dos nove agentes envolvidos vão responder em tribunal por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros.
O processo contra sete polícias detidos em março de 2026 continua em investigação, com prisão preventiva. O caso foi inicialmente denunciado pela PSP ao Ministério Público a 6 de março de 2025, levando a mandados de detenção, buscas e apreensões em julho de 2025. O INQUIRO permanece ativo, com várias linhas de providência.
Contexto e elementos relevantes
Entre as provas emergiu um grupo de WhatsApp onde alguns agentes partilhavam imagens das agressões. O incidente rise a partir de atos praticados na esquadra do Rato, envolvendo principalmente detidos que se encontravam sob vigilância policial. O Ministério Público coordena a investigação com a PSP, que continua a colaborar plenamente.
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