- A polícia espanhola desmantelou uma organização criminosa que introduzia droga na Europa através de um túnel labiríntico entre Marrocos e Ceuta, com três níveis, carris, vagões e sistemas de roldanas e gruas.
- O túnel encontrava-se sob um armazém industrial, camuflado por trás de um refrigerador insonorizado de grandes dimensões, e foi considerado uma infraestrutura complexa para o tráfico de haxixe.
- A operação envolveu 250 polícias, resultando na detenção de 29 pessoas e na apreensão, ao longo de mais de um ano de investigação, de mais de 17 mil quilos de droga, 1,43 milhão de euros em dinheiro e 15 veículos de luxo.
- O túnel permitia a transferência de droga entre Marrocos e Ceuta sem contacto visual direto entre os envolvidos, com uma câmara intermédia para armazenar fardos e uma linha final a conduzir ao território marroquino.
- A rede era liderada por duas pessoas, uma em Marrocos e outra em Espanha; o líder marroquino era referido como o “narcoarquitecto” e “patrão dos túneis”, sendo também suspeito de outro túnel anterior.
A polícia espanhola desmantelou uma organização criminosa que introduzia droga na Europa através de um túnel labiríntico entre Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no norte de África. A operação, que durou mais de um ano, teve início em Ceuta e envolveu várias fases em diferentes cidades de Espanha.
Foram detidos 29 suspeitos e apreendidas mais de 17 toneladas de droga, 1,43 milhões de euros em dinheiro e 15 veículos de luxo. A operação contou com a participação de cerca de 250 agentes da Polícia Nacional, segundo o comunicado oficial.
Estrutura e funcionamento do túnel
O túnel, descrito como uma infraestrutura complexa sob um armazém industrial, estava camuflado por trás de um refrigerador insonorizado de grandes dimensões. Possuía três níveis: poço de descida, câmara intermédia de armazenamento e uma linha final que conduzia a território marroquino.
A rede era liderada por dois indivíduos, um em Marrocos e outro em Espanha. O líder marroquino era considerado o “narcoarquitecto” e responsável por um outro túnel entre os dois países já identificado no ano passado.
Contexto da operação
A investigação começou com a identificação, em fevereiro de 2025, de uma organização instalada em Ceuta capaz de movimentar grandes quantidades de haxixe para o continente, muitas vezes via embarcações de alta velocidade. A operação procurou desmantelar o que as autoridades qualificaram como a “rede das redes de haxixe” durante várias fases.
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