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Polícias mais experientes entregam casos de violência doméstica a jovens agentes

Polícias mais experientes estão a entregar casos de violência doméstica a colegas mais novos, por burocracia, peso emocional e salários baixos, alerta o sindicato

Foto: Rui Oliveira / Arquivo
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  • Polícias com mais experiência estão a entregar casos de violência doméstica a polícias mais novos, segundo o secretário nacional da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP).
  • Cristiano Correia afirma que os mais experientes, ao surgirem novas pessoas, passam a preferentialmente para outros serviços e não ficam com as situações de violência doméstica.
  • Os motivos apontados são sensibilidade emocional, burocracia e salários pouco atrativos.
  • Com a saída dos mais velhos, ficam jovens, muitas vezes ainda em formação, a lidar com este tema sensível, o que pode comprometer a eficácia.
  • A organização salienta que a violência doméstica é uma temática sensível e que a valorização financeira nem sempre acompanha a responsabilidade associada ao serviço.

Casos de violência doméstica têm quatro vezes sido deixados nas mãos de agentes com menos tempo de serviço, segundo o secretário-nacional da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP). A mudança é descrita como uma transferência de responsabilidade entre gerações dentro das brigadas.

Segundo o responsável, os polícias com mais experiência tendem a optar por outros tipos de serviço, abrindo espaço para que os quadros mais jovens assumam estas ocorrências. A afirmação surge a partir de relatos de prática no terreno e de dados da associação.

A violência doméstica exige compreensão emocional e gestão de conflitos familiares, características que, segundo a ASPP, não foram suficientemente valorizadas no que toca a condições de trabalho e remuneração. A burocracia e o peso emocional são apontados como fatores que desincentivam profissionais seniores de permanecimento neste âmbito.

Impacto na resposta operativa

A mudança paraquadros com menos experiência pode afetar a resposta inicial a casos sensíveis. A ASPP entende que a rotação de funções tende a reduzir a eficácia no acompanhamento contínuo das vítimas, especialmente em situações com alto componente emocional.

A organização sindical acrescenta que a remuneração e o reconhecimento financeiro não acompanham a complexidade emocional exigida. O argumento é de que estas condições influenciam as escolhas de carreira dos polícias, incluindo a permanência em serviços de violência doméstica.

Fonte: declarações à Renascença, via ASPP.

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