- Dezenas de imigrantes do Nepal visitaram a sede da Polícia Judiciária (PJ) em Lisboa durante o mês de março, para denunciar uma burla.
- Os queixosos afirmam ter pago a várias empresas pela emissão de um Certificado de Registo Criminal (CRC) que depois se revela falso.
- O CRC é apresentado como requisito para a regularização da situação em Portugal.
- As denúncias foram apuradas pelo Correio da Manhã (CM) e direcionadas à PJ.
- Não são avançados, neste momento, detalhes sobre identidades das empresas ou desfechos das queixas.
Dois a três meses de persistência, dezenas de imigrantes nepaleses dirigiram-se à sede da Polícia Judiciária (PJ) em Lisboa durante março para denunciar uma burla relacionada com documentos de regularização. O objetivo era reportar indivíduos ou empresas que vendem certificados alegadamente necessários para o registo criminal, o CRC, que acaba por se revelar falso.
Os queixosos dizem ter pago a terceiros pela emissão do CRC, documento exigido para a legalização da sua situação em Portugal, apenas para descobrirem que o certificado é ilegítimo. A PJ ainda não delimitou o número exato de casos, mas confirmou que recebeu relatos de várias pessoas.
Esclarecimento sobre a burla
As denúncias foram recolhidas na sede da PJ, que garantiu analisar os relatos e iniciar as diligências cabíveis. Não foram divulgados nomes dos suspeitos nem detalhes sobre os requisitos legais do CRC que possam ter sido manipulados. As autoridades reforçam a importância de confirmar a autenticidade de documentos junto das entidades competentes.
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