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Homem paga 7 mil euros para evitar divulgação de fotos sexuais

Extorsão sexual leva vítima a pagar sete mil euros após contacto de alguém que se fez passar por comissário da Polícia Nacional de Angola; queixa apresentada na PJ de Lisboa

Queixoso disse à PJ ter perdido sete mil euros com a burla
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  • Um homem foi à Polícia Judiciária (PJ) em Lisboa para denunciar uma burla de extorsão sexual, tendo perdido cerca de 7 mil euros.
  • A vítima conheceu uma mulher no Facebook, enviou fotos suas em poses sexuais e rompeu o contacto com ela.
  • Um homem que se identificou como comissário da Polícia Nacional de Angola contactou-o via WhatsApp, ameaçando divulgar as fotos e abrir uma denúncia por alegado assédio a menores.
  • Ameaçado, o homem acabou por pagar cerca de 7 mil euros antes de apresentar a queixa à PJ.
  • No ano anterior, a PJ e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima receberam 1.397 denúncias de crimes deste tipo.

Um homem deslocou-se na última semana ao piquete da sede da Polícia Judiciária (PJ) em Lisboa para apresentar uma queixa de extorsão sexual. A vítima afirma ter perdido cerca de 7 mil euros.

A história começa num contacto no Facebook, onde a pessoa contou ter visto fotos suas em poses sexuais. Dias depois, surgiu uma chamada via WhatsApp de alguém que dizia ser comissário da Polícia Nacional de Angola.

O suposto comissário ameaçou divulgar as fotos nas redes sociais e apresentar uma denúncia de alegado assédio sexual a menores. Ameaças que levaram a vítima a pagar o montante alegado.

Segundo o Público, a PJ e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima juntaram 1397 denúncias de crimes deste tipo no ano passado. O dado reforça a prevalência de golpes similares.

A vítima só apresentou a queixa formal na PJ depois dos pagamentos realizados. As autoridades aconselham cautela com mensagens de pessoas que se passam por representantes de instituições policiais.

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