- A Câmara de Arruda dos Vinhos aprovou um empréstimo de 3,8 milhões de euros para reparar estradas danificadas pelo mau tempo de janeiro e fevereiro, com prazo de pagamento de vinte anos e período de carência de três.
- O município indica um prejuízo de 22 milhões de euros até março, maioritariamente na rede rodoviária, taludes e infraestrutura associada.
- O Governo deve transferir entre 583 mil e 2 milhões de euros, valor considerado insuficiente; apenas para estudos técnicos aponta-se um custo de 1,1 milhões.
- A proposta foi aprovada pela maioria socialista; a coligação PSD/CDS-PP/IL absteve-se, pedindo acesso a orçamentos e estudos para garantir transparência.
- O presidente da câmara, Carlos Alves, afirmou que sem apoio central não é possível resolver o problema, e que a capacidade de endividamento do município é de 7,2 milhões de euros, devendo definir prioridades.
A Câmara de Arruda dos Vinhos vai recorrer a um empréstimo de 3,8 milhões de euros para reparar as estradas danificadas pelo mau tempo. A decisão foi aprovada pelo executivo municipal numa reunião pública.
O município sustenta que os estragos ocorridos em janeiro e fevereiro afetaram diversas vias, comprometendo a circulação e a segurança rodoviária. O objetivo é devolver a normalidade à mobilidade local com urgência.
O empréstimo terá prazo de 20 anos, com três de carência. O presidente da Câmara, Carlos Alves, afirmou que o Governo deverá transferir entre 583 mil euros e, na melhor hipótese, até dois milhões. Ainda assim, o montante esperado não cobre todos os custos.
A estimativa de prejuízo total já fixada é de 20 milhões de euros, num orçamento municipal de 22 milhões. A autarquia admite a necessidade de prioridades entre as vias da Carvalha, A-do-Mourão, Lapão e Cardosas.
A votação resultou em maioria do PS, com abstenções da coligação PSD/CDS-PP/IL. A vereadora da coligação pediu acesso a orçamentos e estudos técnicos para melhorar a transparência e evitar endividamento excessivo.
Em março, o município confirmou um prejuízo global de 22 milhões de euros relacionado com danos do mau tempo. A maioria dos estragos ocorreu na rede rodoviária, taludes, terminal rodoviário e condutas de água.
Entre o final de janeiro e o início de março, Portugal registou várias dezenas de mortes devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta. As autoridades indicam que as intempéries causaram danos extensos em habitações, empresas e infraestruturas.
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