- O número de portugueses e lusodescendentes mortos nos dois sismos que atingiram a Venezuela subiu para 53, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com 83 pessoas ainda desaparecidas ou incontactáveis.
- Entre as vítimas estão oito crianças e 45 adultos; 46 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento.
- A região costeira de La Guaira, onde fica Caraballeda, foi a mais afetada; milhares vivem em carros ou campamentos, com remoção de escombros ainda por iniciar em várias zonas.
- A ONU apura mobilização de quarenta e nove equipas internacionais de resgate, perto de dois mil profissionais, 111 cães e uso de microdrones para localizar pessoas.
- Países, incluindo Portugal, e a União Europeia prometem reforçar o apoio; o Partido Socialista indica disponibilidade para ampliar a ajuda ao país.
Os sismos que abalaram a Venezuela já provocaram a morte de 53 portugueses e lusodescendentes. O número, divulgado este domingo pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), inclui oito menores entre as vítimas. Continuam desaparecidas ou incontactáveis 83 pessoas.
Entre as vítimas identificadas estão 46 lusodescendentes, seis cidadãos portugueses e um caso de nacionalidade portuguesa por casamento. Quatro dias após a catástrofe, as equipas de resgate mantêm a esperança de encontrar sobreviventes, especialmente onde haja ar, comida e água debaixo dos escombros.
A ONU estima que mais de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas na soma de incidentes na região. Muitas famílias recorrem a buscas manuais, escavando destroços, e algumas pessoas afirmam ouvir sinais de vida, sem disponibilidade de maquinaria adequada para remover as lajes.
Deslocação e impacto regional
A região costeira de La Guaira, onde fica Caraballeda, foi a mais afetada, com milhares de pessoas a viver em carros ou em acampamentos improvisados junto a infraestruturas livres de risco. Em zonas como Caribe e Tanaguarena, há áreas onde a remoção de escombros ainda não começou.
Reforço de apoio internacional
Vários países, incluindo Portugal e estados da UE, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela. A ONU confirmou que mobilizou cerca de 39 equipas, quase 2000 pessoas, 111 cães e apoio médico. Foram usados microdrones para facilitar a localização de sobreviventes em edifícios.
O secretário-geral do PS indicou que será necessário reforçar o apoio de Portugal, não apenas no curto prazo, sublinhando a disponibilidade do partido para colaborar. José Luís Carneiro referiu que a Venezuela já apresentava fragilidades estruturais e apelou a uma preparação para reforçar os apoios nacionais.
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