- A flotilha Global Sumud afirma que os 10 ativistas detidos na Líbia há um mês, incluindo uma portuguesa, estão em processo de libertação.
- As autoridades consulares portuguesas estiveram com a cidadã Ana Margarida e constataram que se encontra de boa saúde física.
- Quatro membros já chegaram à Tunísia: Achraf Khoja, Domenico Centrone, Leonarda Alberizia e Matías Rodríguez.
- A libertação de Centrone e Alberizia foi já anunciada pelo ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, com previsão de chegada a Itália ainda hoje; os restantes devem ser libertados nas próximas 24 horas.
- A lista de detidos inclui pessoas de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Polônia e Argentina; a UE tem feito pressão para a libertação de todos.
A flotilha humanitária Global Sumud afirmou que os 10 ativistas detidos na Líbia, entre eles uma portuguesa, estão em processo de libertação após cerca de 30 dias de detenção. A informação foi divulgada na terça-feira, 16 de junho, pela organização nas redes sociais e confirma relatos anteriores.
Entre os detidos, estão os ativistas Achraf Khoja (Tunísia), Domenico Centrone (Itália), Leonarda Alberizia (Itália) e Matías Rodríguez (Uruguai). Centrone e Alberizia teriam já sido libertados e chegaram à Itália, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, informou que as autoridades consulares portuguesas estiveram com a cidadã Ana Margarida e a encontraram de boa saúde física. O Governo acompanha o caso com contacto diário com a embaixada em Tunes, já que não há representação diplomática direta na Líbia.
Libertação em curso
Quatro membros libertaram-se recentemente e chegaram à Tunísia, de acordo com a Global Sumud. A organização aguarda que os restantes sejam libertados nas próximas 24 horas, incluindo ativistas de Portugal, Espanha, EUA, Polónia e Argentina.
As autoridades líbias da região leste anunciaram o início das deportações dos ativistas, em cumprimento de uma decisão do Procurador-Geral do Tribunal de Recurso de Bengasi. O Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio justificou a medida como necessária para a legalidade e a ordem pública.
A caravana incluía 10 camiões com ajuda humanitária, sete ambulâncias e mais de 200 participantes, com profissionais de medicina, engenharia, logística e Direito Internacional Humanitário. Partiu da Mauritânia e foi bloqueada num posto próximo da cidade de Sirte.
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