- José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, acusa o Governo de ser “especialista no anúncio de pacotes” e já vão em 25 pacotes de medidas em dois anos, sem resultados conhecidos.
- Lembra que o Executivo prometeu responder aos problemas do SNS em seis meses e considera estranho que, depois de dois anos, a culpa seja do PS.
- Questiona como o Governo vai responder a habitação, saúde, salários e à fixação de jovens, além de melhorar a economia e a competitividade internacional, mencionando que Portugal perdeu competitividade em 57% dos mercados externos.
- Sobre o discurso do PSD, admite que foram apresentadas oito ou nove medidas, mas sustenta que os problemas concretos do país continuam por resolver.
- Enfatiza a importância de investir em empresários e cita a Ramirez, empresa de conservas de peixe, como exemplo de setor estratégico para emprego e inovação, defendendo mais tecnologia e energia sustentável.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, criticou o Governo por promover “anúncios de pacotes” em vez de resultados. Em Matosinhos, durante uma visita à Ramirez, disse que já são 25 pacotes de medidas em dois anos, sem evidência de impacto.
O dirigente socialista lembrou que o atual Executivo prometeu respostas aos problemas do SNS em seis meses. Questionado, afirmou que é estranho atribuir tudo à oposição após dois anos no poder.
Carneiro pediu prioridades claras para habitação, saúde, salários e fixação de jovens, apontando ainda a perda de competitividade do país em mercados externos. Citou um relatório recente sobre queda de posição internacional.
O secretário-geral reforçou a importância de ouvir o que importa às empresas, destacando o papel de Ramirez, a mais antiga conservadora em actividade. Referiu que o setor pesqueiro é estratégico para a economia portuguesa.
Sobre o Congresso do PSD, mostrou-se crítico quanto às oito ou nove medidas apresentadas, dizendo que não resolvem os problemas concretos do país. Enfatizou a necessidade de soluções para a economia do mar e energia sustentável.
Questionado sobre a ministra da Saúde e a pressão de imigrantes no sector, respondeu que o Governo deve responder pelas dificuldades, dado o tempo de governação.
Carneiro apontou que a promessa de respostas em seis meses não foi cumprida. Afirmou que, passados dois anos, continua a faltar clarificação sobre medidas efetivas para o SNS e serviços públicos.
Durante a visita, o dirigente destacou a relevância de atrair investimento privado e criar empregos. Reiterou que as oito ou nove medidas anunciadas pelo PSD não abrangem este objetivo.
Afirmou que o sector do mar representa 4% do PIB e 4% do emprego, com Ramirez como exemplo de inovação. A empresa atua na Europa, Américas, África e Ásia, com vendas de cerca de 30 milhões de euros por ano.
Carneiro defendeu ainda a integração de tecnologia nas empresas, reforçando a aposta em energias renováveis para reduzir dependências energéticas. Sublinharam a ligação entre investigação nacional e indústria.
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