- António Leitão Amaro, ministro da Presidência, discursou no 43.º Congresso do PSD e criticou o PS e o Governo pelos oito anos de governação, dizendo que “quem sofre são os portugueses”.
- Afirmou ter visto “um dos mais chocantes momentos” da política portuguesa, com o voto de André Ventura e do Chega contra o pacote laboral, alegadamente fazendo chorar de alegria o líder da CGTP, Tiago Oliveira.
- Considerou o Chega “um travão ao progresso” e “adversário da juventude”, referindo-se a mensagens associadas ao deputado André Ventura para justificar a posição do partido.
- Defendeu alterações na política de imigração, rejeitando tanto o radicalismo de portas escancaradas como quem considera os imigrantes como problemáticos, defendendo tratamento humano a todos.
- Pediu ao Governo resistência a ataques políticos e reafirmou o legado reformista do PSD, destacando a necessidade de manter a unidade interna.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, criticou o Chega e, em particular, o voto de André Ventura que, segundo afirmou, provocou um momento de choque na política portuguesa. O comentário aconteceu durante o 43.º Congresso do PSD, em Lisboa, num discurso centrado na crise governamental e nas reformas em curso.
Leitão Amaro referiu que houve um dos mais chocantes momentos da vida política portuguesa ao ver o voto de Ventura fazer chorar de alegria o líder da CGTP. Acrescentou que os problemas herdados pelo Governo resultam em sofrimento para os portugueses, mesmo que não tenha citado nomes de forma direta.
O ministro reforçou que as reformas demoram tempo e que é necessário manter a resiliência para entregar resultados. Também dirigiu críticas ao PS pela perceção de tentar causar dificuldades ao Governo, mas destacou que os problemas relevantes atingem os cidadãos.
Nas palavras do governante, o Chega atua como travão ao progresso e como adversário da juventude, citando a dança de Ventura no TikTok como símbolo de uma estratégia que, segundo ele, pode comprometer o futuro dos jovens em termos de rendimentos e pensões.
Leitão Amaro apelou ainda à resistência de primeiro-ministro e Governo a ataques políticos, mentiras e intrigas, lembrando casos de históricos de acusações que obrigaram lideranças a responder com trabalho e resultados. Afirmou que o PSD sustenta um legado reformista.
Sobre imigração, o ministro defendeu alterações políticas e assinalou que críticas extremas de um lado e o extremismo de outro não ajudam a sociedade. Garantiu que o Governo mantém moderção e unidade, sem abrir portas a radicais, preservando direitos de todos os cidadãos.
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