- O Parlamento rejeitou as propostas do PS e do PCP para garantir o futuro dos funcionários públicos contratados ao abrigo do PRR; apenas o projeto de resolução do Chega foi aprovado.
- A proposta do PS ficou rejeitada, embora tenha contado com o apoio de PS, Livre, JPP, BE, PAN e PCP, com o Chega a abster-se.
- A proposta do PCP também foi rejeitada, com apoio de JPP, PAN, Livre, BE e PCP; o PS juntou-se ao Chega na abstenção.
- A única medida que passou foi a do Chega, com votos a favor de PS, Chega, PAN, JPP e BE; Livre e PCP abstiveram-se.
- Estão em risco cerca de dois mil postos de trabalho, com o fim da bazuca europeia previsto para agosto, deixando os trabalhadores sem resposta apesar de funções permanentes.
À margem da rejeição da reforma laboral, o Parlamento rejeitou as propostas para assegurar o futuro de trabalhadores do PRR. A votação ocorreu nesta sexta-feira, em Portugal, com impacto direto em cerca de dois mil funcionários. O tema ganhou menos destaque que a reforma, mas continua relevante para os trabalhadores.
A única iniciativa aprovada foi o projeto de resolução do Chega, que recomenda ao Governo a integração dos trabalhadores na Função Pública. A execução da bazuca europeia termina em agosto, o que aumenta a concernência sobre o destino do emprego dos trabalhadores permanentes do PRR.
PSD, CDS e Iniciativa Liberal votaram contra as três propostas. A do PS foi rejeitada, apesar de ter contado com o apoio de Livre, JPP, BE, PAN e PCP, com Chega na abstenção. A do PCP teve menos apoio ainda, e contou com abstenção do PS.
A votação refletiu divisões entre partidos que falam pelos mesmos trabalhadores. O PS votou a favor da proposta do Chega, enquanto o PCP optou pela abstenção na proposta do PS. No fim, apenas a proposta do Chega passou, com apoio de PS, Chega, PAN, JPP e BE.
Contexto do PRR e fim da ajuda europeia
Com o término da bazuca europeia em agosto, surgem dúvidas sobre a continuidade de postos de trabalho que dependem do financiamento. Organizações sindicais indicam que os trabalhadores ainda exercem funções permanentes, embora estejam em risco de perda de emprego.
Entre na conversa da comunidade