- O Governo chumbou a reforma laboral no Parlamento, com os votos da esquerda e do Chega.
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, culpa o Chega pela derrota, por ter condicionado a aprovação à descida da idade da reforma.
- Montenegro afirma que baixar a idade de reforma afetaria a sustentabilidade da Segurança Social.
- O Governo diz que as propostas permanecem inalteradas e serão apresentadas novamente noutra altura.
- Montenegro falava a partir de Bruxelas, após uma reunião do Conselho Europeu, e referiu ter proposto uma comissão para avaliar o impacto financeiro.
O primeiro-ministro Luís Montenegro responsabilizou o Chega pela rejeição da reforma laboral, após a votação no Parlamento que chumbou o pacote com o voto da esquerda e do Chega. Alega que o apoio à medida dependia da descida da idade da reforma, o que comprometeria a sustentabilidade da Segurança Social.
Montenegro falou a partir de Bruxelas, onde participa numa reunião do Conselho Europeu. Garantiu que o Governo não vai desistir de criar condições para a competitividade de Portugal, mantendo as propostas inalteradas e prontas para serem apresentadas novamente no futuro.
O chefe do executivo disse que o Chega condicionou a aprovação à redução da idade de reforma, procurando mexer na sustentabilidade do sistema público. O Presidente do Governo acrescentou que chegou a propor uma comissão para avaliar esse impacto, mas, no Parlamento, o cenário foi idêntico ao da concertação social.
Contexto da votação
Na votação, a oposição dos partidos de esquerda e do Chega impediu a aprovação do projeto. A pedido de entidades sociais, o Governo já tinha indicado a existência de várias vias para avaliar impactos orçamentais e demográficos da reforma.
Reagência política
O Executivo mantém a estratégia de apresentar novamente as propostas, sem alterações, em momento oportuno. O foco fica na melhoria da competitividade do país, mantendo a responsabilidade com a sustentabilidade da Segurança Social.
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