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EUA abrem investigação comercial sobre preços de fármacos na Alemanha

EUA abrem investigação comercial à Alemanha por fixação de preços de medicamentos; ameaça de tarifas se não houver acordo, reforma da saúde adiada

A ministra da Saúde Nina Warken a 25 de fevereiro de 2026 durante uma reunião de gabinete na Chancelaria Federal, em Berlim
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  • Os Estados Unidos abriram uma investigação comercial contra a Alemanha por suposta fixação de preços de medicamentos inovadores.
  • Washington acusa Berlim de pagar demasiado pouco por fármacos inovadores, o que pode fazê-los suportar uma parte maior dos custos de I&D nos Estados Unidos.
  • O anúncio foi feito pelo gabinete do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que informou sobre a possibilidade de impor tarifas punitivas se o conflito não for resolvido.
  • A reforma da saúde alemã, que visa cobrir défice no seguro de saúde público e aumentar poupanças, é alvo de escrutínio, com receio de reduzir ainda mais despesas com medicamentos inovadores.
  • A ministra da Saúde, Nina Warken, propôs isentar empresas de descontos adicionais se realizarem ensaios clínicos na Alemanha; a aprovação no Bundestag foi adiada para 10 de julho.

O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra a Alemanha, alegando que o país fixa preços de medicamentos inovadores de forma que reduz as receitas das farmacêuticas. A verificação analisa se a remuneração no mercado alemão está excessivamente baixa.

A decisão foi anunciada na quinta-feira pelo gabinete do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que indicou a possibilidade de impor tarifas punitivas caso a disputa não tenha resolução. A investigação surge no contexto de críticas norte-americanas aos preços na Europa.

Washington sustenta que pacientes EUA suportam uma parcela maior dos custos de investigação e desenvolvimento, devido a diferenças estruturais nos sistemas de saúde europeus. A administração teme que reformas na Alemanha agrave ainda mais esse desequilíbrio.

Greer pediu que Berlim inicie negociações sobre formação de preços, destacando preocupação com relatos de avanços acelerados de uma lei que reduziria despesas com medicamentos inovadores. A Casa Branca aponta para o impacto potencial nos incentivos à inovação.

No centro do debate encontra-se um mecanismo de desconto dinâmico aplicado pelos fabricantes, ligado à evolução dos preços e das receitas das seguradoras. O governo alemão discute manter um contributo financeiro estável, com possíveis alterações ao mecanismo.

A ministra da Saúde da Alemanha, Nina Warken, propõe isentar empresas de descontos adicionais se realizarem ensaios clínicos no país, visando reforçar a atratividade para investigação e acelerar o acesso a novas terapias pelos pacientes.

Paralelamente, o Bundestag adiou a votação da reforma da saúde anunciada pela ministra, de modo a ocorrer apenas em 10 de julho, último dia de sessão antes do recesso de verão. A mudança afeta o timing das medidas incluídas no pacote.

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