Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Chega abre caminho para pacote laboral

Chega antecipa abstenção para viabilizar o pacote laboral, enquanto sindicatos prometem ações e protestos marcam o debate na Assembleia da República

Hugo Soares
0:00
Carregando...
0:00
  • Hugo Soares, do PSD, afirmou que a proposta vai ser aprovada e abre caminho ao pacote laboral na votação na generalidade desta sexta-feira.
  • O Chega deverá abster-se, para que o diploma siga para a especialidade; o líder do partido, André Ventura, comentou que o governo deverá discutir melhorias como mais dias de férias e direitos de mães.
  • A ministra do Trabalho indicou que há abertura para negociar na especialidade o trabalho por turnos defendido pelo Chega e as propostas da IL sobre parentalidade; Palma Ramalho acusou o PS de empobrecer o país.
  • A UGT não descarta uma greve geral e vai enviar cartas a pedir audiências aos partidos políticos sobre a reforma laboral.
  • Centenas de manifestantes da CGTP reuniram-se junto à Assembleia da República contra o pacote laboral; a esquerda criticou a possível aliança com o Chega.

O pacote laboral voltou a dominar o plenário da Assembleia da República, com sinais de viabilização na votação de generalidade desta sexta-feira. O debate sobre a revisão das leis do trabalho mostrou que o PSD pretende avançar com apoio ao diploma, apesar da cautela de parte da oposição. A posição do Chega tende a ser de abstenção para permitir o seguimento do processo.

O líder parlamentar do Chega, Hugo Soares, deixou clara a percepção de que a proposta deverá ser aprovada, ainda que admitindo resistência de alguns setores. Já André Ventura, também do Chega, reconheceu dúvidas sobre a reforma, mas indicou que o partido poderá abster-se para permitir a passagem à especialidade.

Na intervenção da ministra do Trabalho, Palma Ramalho, ficou a ideia de que a valorização do trabalho por turnos e as propostas de parentalidade apresentadas pela IL podem ser discutidas na fase de especialidade. O objetivo é romper com a atual linha de políticas consideradas de empobrecimento, segundo indicações do PS.

Pelos socialistas, Eurico Brilhante Dias acusou o Chega de alinhar-se com a agenda dos seus financiadores, enquanto Miguel Cabrita sugeriu que a ministra pode ceder a exigências da extrema-direita que não foram recebidas pelos sindicatos. Uma das linhas vermelhas do Chega passou a ser a reintegração de trabalhadores após despedimento ilícito.

Formas de luta

A UGT acompanhou o debate com uma delegação nas galerias e não rejeita a possibilidade de greve geral, estando ainda aberto o caminho para outras ações antes dessa hipótese. Mário Mourão revelou que a central sindical enviará cartas a pedir audiências aos partidos para debater a reforma.

Desafio ao Livre

A ministra repetiu que o Governo conta com o apoio de todos os partidos que viabilizarem a lei laboral e lançou o desafio ao Livre para a abstenção na votação, fortalecendo a lógica de continuidade do processo legislativo.

Centenas em protesto

Centenas de manifestantes da CGTP concentraram-se junto à Assembleia, durante a discussão em plenário, para exigir a rejeição do pacote laboral. Os manifestantes estenderam palavras de ordem contra a aprovação do diploma e apelaram à mobilização contínua dos trabalhadores.

Reação da esquerda

Representantes da esquerda criticaram o entendimento entre o Chega e outros parceiros, apontando que a viabilidade do pacote laboral pode contrariar interesses dos trabalhadores. O Bloco de Esquerda e o PCP destacaram que a proposta não deve redundar em retrocessos, enquanto o PAN classificou o pacote como liberal até dizer chega.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais