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Keir Starmer proíbe redes sociais a menores de 16 anos no Reino Unido

Reino Unido restringe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, prometendo medidas mais restritivas que o modelo australiano para proteger crianças

Keir Starmer promete restrições mais duras ao acesso de menores às redes sociais do que na Austrália
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  • O Reino Unido proibirá o acesso de menores de 16 anos a várias redes sociais, com entrada em vigor no início do próximo ano.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que enfrentará as empresas tecnológicas se não cumprirem a medida, que considera pioneira a nível mundial.
  • O governo ainda não especificou quais aplicações ficarão abrangidas, mas pretende implementar verificação de idade via tecnologias como reconhecimento facial, documentos oficiais ou inferência etária.
  • Países como Austrália, Canadá, Brasil e Indonésia já aprovaram leis ou anunciaram restrições etárias para o acesso às redes sociais; Espanha, Dinamarca e Coreia do Sul estudam medidas semelhantes.
  • Uma consulta pública recebeu 116.000 contribuições; cerca de 90% dos pais apoiam a proibição para menores de 16 anos, segundo a ministra da Cultura, Lisa Nandy.

O Reino Unido anunciou que vai proibir menores de 16 anos de aceder a várias redes sociais. A medida, anunciada pelo primeiro-ministro Keir Starmer, entra em vigor no início do próximo ano e visa proteger crianças. O governo aponta que a segurança e a felicidade das crianças justificam a regra.

Starmer não detalhou quais aplicações ficarão abrangidas, afirmando apenas que enfrentará as empresas tecnológicas se estas resistirem. A política é apresentada como pioneira a nível mundial, com o Reino Unido a avançar para além do modelo australiano.

A proibição alinha-se com uma tendência global: Austrália, Canadá, Brasil e Indonésia adotaram ou anunciaram restrições etárias para o acesso às redes sociais. Espanha, Dinamarca e Coreia do Sul estudam legislações semelhantes; França discute opções para adolescentes.

Medidas previstas e verificação de idade

O governo apelou às plataformas para adotarem medidas de verificação de idade, com tecnologias como reconhecimento facial, verificação documental ou sistemas de inferência etária antes de iniciar sessão. O objetivo é impedir o acesso de menores de 16 anos.

Starmer indicou que o Reino Unido poderá ir mais longe, incluindo toques de recolher para adolescentes mais velhos e restrições aos chatbots de inteligência artificial. A proposta surgiu após uma consulta pública com 116 mil contribuições.

Lisa Nandy, ministra da Cultura, afirmou que 90% dos pais apoiam a proibição, defendendo também medidas adicionais. O estudo envolveu pais, indústria tecnológica e crianças, refletindo o amplo consenso entre os intervenientes.

Reação e contexto internacional

A decisão britânica ocorre num contexto em que a Austrália já proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos desde dezembro. Caso haja violação, as sanções recaem sobre as plataformas, com coimas que podem chegar a 49,5 milhões de dólares australianos.

Especialistas destacam o risco de os jovens recorrerem a vias não regulamentadas caso a medida entre em vigor. Observadores sugerem que a fiscalização próxima às plataformas pode ser mais eficaz do que controles nos dispositivos.

O debate global continua, com outros países avaliando caminhos legais semelhantes. A implementação britânica deverá enfrentar desafios técnicos, legais e de equilíbrio entre liberdade digital e proteção infantil.

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