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Chega pode fechar acordo sobre o pacote laboral com Montenegro

Governo e Chega discutem a reforma laboral; Ventura exige compromisso escrito sobre a redução da idade da reforma, o PS não foi contactado

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  • O Governo e o Chega voltam a tentar chegar a um acordo sobre a reforma laboral, com uma reunião marcada para esta terça-feira entre André Ventura e Luís Montenegro.
  • A reunião ocorre dois dias antes da discussão da reforma laboral em plenário, prevista para junho.
  • Ventura declarou que a reforma laboral é má e pediu um compromisso escrito sobre a descida da idade da reforma, sem assegurar o voto negativo caso esse compromisso não exista.
  • O Partido Socialista disse ao PÚBLICO não ter sido contactado pelo Governo para qualquer encontro relativo à lei laboral.

Na sequência de novas negociações, Governo e Chega voltam a reunir-se para discutir alterações à reforma laboral. O encontro desta semana acontece dois dias antes da discussão em plenário sobre o pacote laboral, marcada para breve. O objetivo é encontrar um entendimento entre o executivo e o partido para avançar com o texto.

O líder do Chega, André Ventura, confirmou a sessão em conferência de imprensa, referindo que a reforma laboral é má e defendendo a necessidade de um compromisso escrito sobre a redução da idade da reforma. O responsável adiantou que não se compromete com o voto caso esse acordo não exista.

Fontes oficiais indicam que o Governo não contactou o PS para qualquer reunião relacionada com a lei laboral, segundo informações do PÚBLICO. O resultado das negociações permanece incerto e a agenda parlamentar aponta para uma votação próxima, dependente de eventuais alterações acordadas.

Novo encontro entre governo e Chega

A reunião desta terça-feira insere-se naquilo que tem sido uma chamada de atenção constante sobre o equilíbrio entre propostas do Governo e as condições exigidas pelo Chega. Analistas explicam que a falta de consenso pode atrasar a tramitação do pacote laboral.

A estratégia passa por manter o diálogo técnico entre as partes, sem prometer resultados até haver um entendimento concreto. O Governo pretende reunir apoios para cumprir o calendário parlamentar, enquanto o Chega condiciona o voto à obtenção de compromissos formais.

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