- Roberto Sánchez ultrapassou Keiko Fujimori na contagem, aproximando-se do ganho da presidência do Peru, ainda sem vencedor declarado.
- Com perto de 94 por cento dos votos contados, Sánchez tinha 50,046% e Fujimori 49,954%, entre mais de 27 milhões chamados às urnas, incluindo 1,2 milhões no estrangeiro.
- O resultado final pode depender do voto no exterior, que ainda não está totalmente contabilizado.
- O mapa regional mostrou favorável à esquerda nas zonas da selva e da serra, enquanto na costa e em Lima Fujimori liderou.
- As sondagens apontavam para uma vitória de Sánchez com margem estreita, numa disputa entre dois nomes já sob forte polarização política no país.
Roberto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, ultrapassou Keiko Fujimori, da Força Popular, na contagem da segunda volta das presidenciais peruanas de domingo, ainda sem vencedor declarado. A passagem ocorreu na manhã de segunda-feira, com a margem a reduzir-se ao longo do dia.
Até ao início da tarde, já com cerca de 94% dos votos apurados, Sánchez tinha 50,046% e Fujimori 49,954%, segundo o gabinete de processos eleitorais da ONPE. O escrutínio envolveu mais de 27 milhões de eleitores, incluindo 1,2 milhões no estrangeiro; 18,7 milhões votaram, pelo que o resultado final pode depender dos votos no exterior.
Nos primeiros momentos da contagem, a diferença chegou a ser de 100 mil, depois caiu para 15 mil e, mais tarde, para 660 votos, conforme o centro de apuramento indicava a tendência em Lima e noutras regiões. O mapa de resultados mostra cada região a favorecer um dos candidatos, com as zonas de selva e serra mais favoráveis a Sánchez, e costa e Lima a Fujimori.
Contexto e cenário político
A disputa permaneceu muito renhida ao longo do dia, com sondagens a anteciparem uma vitória por margem mínima. Fujimori atribuiu o ritmo de contagem à amostra de votos, afirmando que não haveria vencedor antes de somar todos os votos, incluindo os emitidos no estrangeiro. Sánchez, por sua vez, descreveu o momento como “recuperação da democracia”.
Reações e desdobramentos
Ao longo da manhã, Sánchez destacou a expectativa de terminar com o que designou como um “pacto mafioso” no governo. No domingo, visitou o ex-presidente deposto Pedro Castillo na prisão, mantendo uma ligação próxima ao seu período como ministro. A eleição peruana tem marcado a instabilidade política, com oito presidentes nos últimos dez anos.
Panorama eleitoral
Na primeira volta, a fragmentação partidária era evidente, com mais de 35 candidatos. A polarização entre Sánchez e Fujimori persiste, num país que enfrenta desafios de criminalidade, violência urbana e custo de vida. Muitos peruanos aguardam a conclusão do escrutínio definitivo para entender o novo ciclo político.
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