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Portugal avança na saúde, mas não na educação nos ODS da ONU

INE aponta progresso em saúde de qualidade com redução da mortalidade e maior cobertura, mas educação de qualidade regista apenas 44,4% de evolução positiva e retrocessos no PISA

Portugal avança na saúde mas não na educação nos objetivos de desenvolvimento da ONU
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  • Entre 2015 e 2025, Portugal teve evolução positiva no objetivo de saúde de qualidade, com 64% dos indicadores a progredirem favoravelmente.
  • Destacam-se progressos na saúde materno-infantil, com reduções nos óbitos maternos, neonatais e infantis e elevada cobertura de partos assistidos por profissionais qualificados; panorama globalmente positivo nas doenças transmissíveis, apesar de hepatite B ter evolução desfavorável.
  • Melhorias moderadas foram observadas nas doenças não transmissíveis, com queda na mortalidade prematura e recuo do suicídio; mortes por acidentes rodoviários mantiveram tendência descendente, mas mortes por condições ambientais inadequadas aumentaram.
  • No que toca à educação de qualidade, apenas 44,4% dos indicadores evoluíram positivamente, 33,3% negativamente e 22,2% não passíveis de avaliação, num panorama heterogéneo.
  • Progressos em educação: melhoria no acesso e conclusão escolar, com taxa de conclusão no ano letivo de 2023/2024 de 96,1% no básico e 90,4% no secundário; persistem fragilidades em qualidade de aprendizagens (PISA) e infraestruturas tecnológicas escolares.

Entre 2015 e 2025, Portugal registou uma evolução globalmente positiva no ODS Saúde de qualidade, mas um desempenho globalmente desfavorável no ODS Educação de qualidade, segundo o INE. O relatório Avalia os 17 ODS no contexto nacional.

A análise aponta que 64% dos indicadores de saúde indicam progresso, com avanços na saúde materno-infantil e redução de mortalidade. Há redução de mortalidade neonatal e infantil e alta cobertura de partos assistidos por profissionais qualificados.

No combate a doenças transmissíveis, o panorama é globalmente positivo, com quedas em VIH e TB. Contudo, a hepatite B apresenta tendência desfavorável. Em doenças não transmissíveis, há melhorias moderadas na mortalidade prematura, e queda acentuada de suicídio; mortes por acidentes rodoviários mantêm trajetória descendente.

Desafios e acesso à saúde

O relatório destaca reforço da capacidade instalada do sistema de saúde, mais profissionais e maior cobertura dos cuidados primários. Persistem, porém, desafios relacionados com o acesso universal aos cuidados de saúde.

Educação de qualidade: panorama misto

Para Educação de qualidade, apenas 44,4% dos indicadores evoluíram favoravelmente, 33,3% pioraram e 22,2% não são avaliáveis. Acesso e conclusão escolar mostram progressos, com melhoria em transição no ensino básico e secundário e aumento da universalidade da educação pré-escolar.

No ano letivo 2023/2024, as taxas de conclusão foram de 96,1% no básico e 90,4% no secundário, aproximando-se das metas europeias. Contudo, houve retrocessos na qualidade das aprendizagens, com menor desempenho em leitura e matemática no PISA 2022.

Também se registam fragilidades em infraestruturas tecnológicas, com acesso à internet e disponibilidade de computadores para fins pedagógicos no continente. A evolução global dos indicadores ODS em Portugal entre 2015 e 2025 é, no conjunto, positiva, mas com indicadores relevantes de retração, especialmente na Educação de qualidade.

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