- Portugal foi eleito membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, com mandato de dois anos a iniciar a 1 de janeiro de 2027.
- O país teve 134 votos, empatado com a Áustria, numa eleição liderada pelo grupo Ocidental, enquanto a Alemanha ficou de fora.
- O primeiro-ministro disse que Portugal promoverá a paz e o desenvolvimento no Conselho e pediu um impulso político à ONU para ser mais eficaz.
- Portugal vai presidir o Conselho de Segurança a partir de janeiro de 2027 e pretende refletir esse impulso nas suas ações e na relação com a União Europeia.
- O governo português enquadrou a vitória como reconhecimento do papel do país na resolução de conflitos, defesa dos direitos humanos e desenvolvimento económico.
Portugal foi eleito, na quarta-feira, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, para um mandato de dois anos que começa em 1 de janeiro de 2027. A notícia foi confirmada durante o contexto da cimeira entre líderes da UE e dos Balcãs Ocidentais, realizada em Tivat, Montenegro. O primeiro-ministro Luís Montenegro destacou que a eleição reconhece o papel de Portugal na promoção da paz, do desenvolvimento e da dignidade humana, bem como a resolução de conflitos.
Na leitura de resultados, Portugal obteve 134 votos, colocando-se ao lado da Áustria como vencedor no grupo da Europa Ocidental e outros Estados. A Alemanha anunciou derrota inédita numa votação anterior ao anúncio oficial, que consolidou o reforço de posições para Portugal na ONU. O mandato nasce de facto com o início de 2027, prolongando-se por dois anos.
Montenegro afirmou que Portugal pode promover uma agenda centrada na prevenção, parceria e proteção, com ênfase na sustentabilidade ambiental e no uso responsável dos recursos marítimos. O objetivo é que o Conselho de Segurança seja mais eficaz e consequente, refletindo o engajamento português em questões globais.
O primeiro-ministro reforçou que Portugal será presidido pelo Conselho de Segurança já a partir de 2027, fase em que pretende espelhar as ações do país também junto da União Europeia. O objetivo é alinhar a atuação externa com os interesses europeus e regionais, mantendo uma atuação estável na resolução de conflitos.
O processo de eleição ocorreu com o país já contando com histórico de participação no Conselho, tendo integrado o organismo nas ocasiões 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. Portugal já manteve uma atuação contínua pela prevenção de crises e pela promoção de direitos humanos, destacou o primeiro-ministro.
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