- Kosovo realiza no domingo a terceira eleição legislativa em 18 meses, após o parlamento fragmentado falhar a eleição de um presidente.
- O partido do primeiro-ministro Albin Kurti venceu as eleições em fevereiro de 2025, mas não chegou a maioria para formar governo, levando a novas eleições em dezembro.
- A antiga presidente Vjosa Osmani, agora candidata pela Liga Democrática do Kosovo, pediu um compromisso rápido entre os partidos para desbloquear o impasse e avançar na integração europeia e na adesão à NATO.
- O presidente precisa de pelo menos dois terços dos votos no parlamento para ser eleito, o que exige consenso entre as forças políticas.
- Osmani denunciou uma campanha de desinformação direcionada, sobretudo contra mulheres em liderança, e afirmou que pretende alterar a legislação para evitar abusos de poder que influencem a vontade dos eleitores.
A crise política no Kosovo mantém-se após o parlamento não ter conseguido eleger o presidente à primeira. O país realiza no próximo domingo a terceira eleição legislativa em 18 meses, num contexto de fragmentação parlamentar que impede formação de governo estável.
O antigo presidente Vjosa Osmani, que se recandidata pelo seu antigo partido, a Liga Democrática do Kosovo, pediu compromisso entre todas as forças para desbloquear o impasse. A líder espera um acordo que permita avançar com o processo de integração europeia e com a adesão à NATO.
Kurti e o seu partido venceram as eleições de fevereiro de 2025, mas não obtiveram a maioria necessária para formar governo. A oposição boicotou a eleição presidencial, levando ao regresso às urnas de imediato para o Legislativo.
Campanha de desinformação
Osmani denuncia uma campanha de desinformação sem precedentes, com foco em lideranças femininas e uso de conteúdos manipulados. O Ministério Público foi acionado para investigar o fenómeno e os seus impactos na votação.
A ex-presidente defende alterações legislativas para evitar que governos influenciem indevidamente a vontade dos eleitores no futuro. O debate público envolve ainda críticas a decisões de subsídios sociais aprovadas pelo governo em funções.
Contexto político e eleições
O parlamento continua sem a maioria de dois terços necessária para eleger o presidente, o que explica a repetição de eleições. O mandato de Osmani terminou em abril, cabendo ao presidente do parlamento gerir as funções interinas.
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