- Estudo da Focus Bari mostra que 80% dos cidadãos recebem muito volume de informação diariamente, quase 9 em cada 10 questionam a veracidade; as redes sociais são a principal fonte de desinformação, enquanto os meios impressos são vistos como mais credíveis.
- A imprensa periódica especializada mantém forte penetração: 78% contactam publicações do gênero; 1 em cada cinco lêem-nas semanalmente; 65% as consideram fonte fiável, 69% reconhecem conteúdos exclusivos e 54% as classificam como jornalisticamente sólidas.
- Sobre qualidade e independência: 50% afirma que estas publicações promovem informação independente e de qualidade; 50% está disposto a pagar por conteúdos de qualidade.
- Imprensa regional continua presente: 77% contactam jornais regionais; 1 em cada quatro lêem-nos semanalmente; 62% valorizam temas locais, 47% apoiam a economia local e 50% mantêm ligação aos territórios (74% entre leitores regulares); 48% dizem oferecer conteúdos inexistentes noutros meios.
- Governo e democracia: debate sobre meios ultrapassa setor e atinge o núcleo da democracia; medidas para modernizar instituições, transparência, apoio à imprensa local/regional e combate à desinformação via educação são enfatizadas, com valor destacado ao jornalismo assinado.
A imprensa periódica mantém a confiança dos leitores numa era de excesso de informação digital. Um estudo da Focus Bari indica que 80% dos cidadãos recebem diariamente muita informação, e quase 9 em cada 10 questionam a veracidade do que veem. As redes sociais aparecem como principal fonte de desinformação, enquanto os meios impressos são vistos como mais credíveis.
A investigação mostra que a imprensa periódica especializada mantém forte penetração junto do público, com 78% a contactar com publicações de conteúdo especializado. Entre estes, um quinto lê-as semanalmente, e metade reconhece conteúdos independentes e de qualidade. 65% consideram-nas fiáveis e 54% classificam-nas como jornalisticamente sólidas.
Registo positivo também para a imprensa regional, com 77% a contactar jornais locais. Um quarto lê-os semanalmente, e 62% valorizam a cobertura de temas locais. A relevância para a economia local (47%) e a ligação aos territórios (50%, subindo para 74% entre leitores regulares) é destacada.
Espaço de credibilidade e custos
A pesquisa aponta que 50% dos leitores confem que as publicações regionais promovem informação independente. O mesmo grupo admite estar disposto a pagar por conteúdos de qualidade, refletindo um modelo sustentável para o setor.
Governo e imprensa: debate democrático
Durante a conferência Media and Magazine Days 2026, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro reforçou que a discussão sobre os meios de comunicação é central para a democracia. A necessidade passa pela transparência, apoio à imprensa local e combate à desinformação via educação.
O secretário-geral da Comunicação mencionou que a quebra de confiança nas instituições favorece a desinformação e a retórica de ódio. Enfatizou medidas para reforçar a liberdade de imprensa, sustentar postos de trabalho e apoiar a ética profissional.
Penny Kalyva, presidente da EDIPT, ressalvou que a imprensa especializada resiste graças ao público-alvo que a sustenta. Revistas setoriais, médicas, jurídicas e empresariais continuam ativas devido à oferta de informação aprofundada não disponível em outros títulos.
Conclusão provisória
Conforme a investigação e as intervenções, a imprensa especializada regional surge como pilar de credibilidade, especialização e presença local num contexto de excesso de informação e desconfiança generalizada.
Entre na conversa da comunidade