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Paulo Núncio condena data da greve geral no Parlamento

Núncio acusa CGTP e esquerda de condicionar votos com a greve em véspera de feriado; apela à união da Direita em torno da reforma laboral

Paulo Núncio, deputado do CDS-PP
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  • Em dia de greve geral, o plenário da Assembleia da República discutiu o pacote laboral proposto pelo Governo, em resposta às alterações à legislação laboral.
  • Paulo Núncio (CDS-PP) condenou a greve marcada para um dia antes de feriado, acusando a CGTP de escolher dias convenientes e afirmou que a reforma incide em noventa por cento no setor privado.
  • Margarida Afonso (PS) desafiou o Governo a recuar na reforma laboral, apelando à rejeição da medida.
  • Isabel Mendes Lopes (Livre) afirmou que o CDS não favorece as famílias e destacou a semana de quatro dias como desejo de várias famílias; o PS e o BE também criticaram a reforma.
  • Fabian Figueiredo (Bloco de Esquerda) elogiou a greve, enquanto Núncio disse que o Governo anterior salvou o país da bancarrota, apontando aumentos no custo de vida por fatores externos.

Em plena greve geral, o plenário da Assembleia da República discutiu o pacote laboral que levou à paralisação convocada pela CGTP. O debate ocorreu numa manhã de quarta-feira, com o Executivo a defender as alterações propostas. O objetivo é alterar aspetos da legislação laboral.

Paulo Núncio, deputado do CDS-PP, criticou a marcação da greve para um dia anterior a feriado e questionou a estratégia dos sindicatos. A deputada Margarida Afonso, do PS, desafiou o Governo a recuar naquilo que chamou de cruzada contra os trabalhadores.

A Câmara também ouviu críticas de outras bancadas, incluindo o Livre, o PS e o Bloco de Esquerda, quanto à adesão à greve e à perceção pública sobre o impacto da reforma. O debate prossegue com a próxima leitura prevista para junho.

Reações e contexto no Parlamento

Isabel Mendes Lopes, do Livre, argumentou que as famílias enfrentam dificuldades para ter filhos e que medidas como a semana de quatro dias são um sonho partilhado por várias vozes políticas.

Margarida Afonso, do PS, sustentou que a adesão à greve foi relevante em diversos setores, sugerindo rejeição ao pacote laboral por parte dos portugueses. O Governo foi desafiado a recuar, caso não haja acordo com os parceiros sociais.

Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, elogiou a greve e apontou impactos da política de feriados, referindo ações anteriores do governo. Paulo Núncio respondeu lembrando o contexto económico do país e custos de vida associados a fatores externos.

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