- O primeiro-ministro Luís Montenegro desvalorizou a adesão à greve geral, dizendo que não trouxe novidades nem soluções e apelando à reflexão sindical sobre as consequências.
- Montenegro afirmou que o setor privado teve pouca perturbação e indicou adesões muito reduzidas, com a administração pública a representar 23%.
- O Governo mantém a discussão da reforma laboral para dia 18 de junho, em votação na generalidade, com o executivo a procurar debater de forma rápida; a oposição criticou, o Chega concordou.
- O chefe do Governo destacou que a democracia funciona e que é preciso falar com todos, apontando para a autoexclusão de alguns partidos no debate.
- Sobre a reforma e a recandidatura, Montenegro disse que não é altura de forçar votações, mantendo a proposta do governo e a disponibilidade para esclarecer e aproximar posições.
O primeiro-ministro Luís Montenegro desvalorizou a adesão à greve geral, afirmando que a maioria dos portugueses está a trabalhar e apelando à reflexão dos sindicatos sobre as consequências das jornadas de luta. A CGTP realizou uma manifestação junto da residência oficial.
Em conferência de imprensa, Montenegro disse que a greve não trouxe novidades nem soluções. Sobre a reforma laboral, mostrou disponibilidade para aproximações com os partidos, em certos pontos. Evitou comentar o resultado da eleição para o Conselho de Segurança da ONU, destacando a atividade no plano interno.
Questionado sobre o impacto da greve, o chefe do Governo referiu que o setor privado sofreu pouca perturbação, com índices de adesão baixos segundo informações das confederações patronais. No setor público, apontou uma participação de 23%.
O Governo assegurou ainda que ouve as diversas posições apresentadas e que não pretende que os portugueses ou os trabalhadores se sintam lesados. Montenegro pediu reflexão aos sindicatos quanto ao objetivo e às consequências deste tipo de jornada de luta.
Reforma laboral no Parlamento
A Conferência de Líderes definiu a discussão da generalidade da reforma laboral para 18 de junho. O Governo pretende conduzir o debate com o menor atraso possível, contando com a participação de várias forças políticas.
Montenegro afirmou que a democracia funciona e que o Parlamento terá a oportunidade de contribuir com as suas posições. Não confirmou se haverá votação forçada da medida na generalidade, considerando prematura qualquer posição de momento.
O líder do PSD destacou ainda que não excluirá partidos da negociação, embora tenha apontado que algumas forças políticas no Parlamento se autoexcluíram. O executivo continua disponível para esclarecer pontos da proposta e aproximar posições com os demais deputados.
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