- O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, garantiu facilitar a passagem de navios japoneses pelo estreito de Ormuz.
- A promessa foi transmitida numa ligação telefónica com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, após o início do conflito com os Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro.
- O Irão ficou decidido a assegurar uma passagem tranquila e sem impedimentos aos navios do Japão.
- O Japão depende do estreito de Ormuz para as suas importações de petróleo e a conversa visou a desescalada do conflito e a segurança marítima internacional.
- As partes combinaram manter uma comunicação estreita no futuro, com Takaichi a pedir máxima flexibilidade para facilitar um acordo com os Estados Unidos.
O Presidente da República Islâmica do Irão, Masoud Pezeshkian, assegurou nesta segunda-feira que o Irão vai facilitar a passagem de navios japoneses pelo estreito de Ormuz. A garantia surge numa altura em que a passagem tem estado praticamente bloqueada desde o início da escalada entre Irão, EUA e Israel, em 28 de fevereiro.
A promessa foi transmitida durante uma conversa entre Pezeshkian e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em que se analisaram medidas para a desescalada do conflito e a segurança marítima internacional. O anúncio foi divulgado pela Presidência iraniana.
Segundo o comunicado, Pezeshkian disse estar disposto a permitir um tráfego marítimo tranquilo e sem impedimentos para os navios japoneses, num contexto de cooperação com outros países que operam no estreito. O Japão depende fortemente do Ormuz para as suas importações de petróleo.
Na chamada, Takaichi pediu maior flexibilidade para alcançar um acordo com os Estados Unidos e reduzir a tensão na região. A primeira-ministra reiterou a importância do diálogo para pacificação e pediu novamente garantias de trânsito livre para navios de todos os países, incluindo o Japão, o mais rapidamente possível.
O comunicado acrescenta que os dois lados acordaram manter uma comunicação estreita no futuro. A conversa de hoje é a terceira entre as lideranças desde o início da ofensiva, ocorrendo cerca de um mês após a segunda reunião, em 30 de abril. A líder japonesa informou ter transmitido a posição do Japão ao Presidente dos EUA, Donald Trump.
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