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Manifestação contra o pacote laboral em São Félix da Marinha reúne dezenas

Manifestantes protestam contra o pacote laboral à porta do hotel onde o primeiro-ministro esteve, em São Félix da Marinha, na cerimónia dos 850 anos do mutualismo

Dezenas de pessoas manifestam-se contra o pacote laboral em São Félix da Marinha
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  • Cerca de trinta pessoas manifestaram-se contra o pacote laboral à porta do hotel onde o primeiro-ministro, Luís Montenegro, participou na cerimónia dos 850 anos do mutualismo em Portugal, em São Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia.
  • O protesto ocorreu na sequência de uma intervenção do PCP no parlamento na quinta-feira, para esclarecer as posições dos restantes partidos sobre as condições dos trabalhadores e o pacote laboral.
  • O Governo, de quem o secretário de Estado do Trabalho participou na interpelação, tem defendido que é necessário rever as leis laborais para tornar o país mais competitivo, negando a retirada de direitos.
  • A oposição tem criticado o diploma, com exceção da Iniciativa Liberal (IL).
  • O Partido Socialista anunciou que votará contra na generalidade, e o Chega exige reduções de idade de reforma e melhorias para trabalhadores por turnos, sob pena de não haver negociação.

Cerca de 30 pessoas manifestaram-se contra o pacote laboral à porta do hotel onde o primeiro-ministro, Luís Montenegro, participou numa cerimónia sobre o mutualismo, em São Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, na tarde desta sexta-feira.

A manifestação ocorreu junto ao espaço onde decorreu a cerimónia dos 850 anos do mutualismo em Portugal, com os participantes a expressarem o seu posicionamento face ao diploma em debate no Governo.

A ação surge na sequência de a Assembleia da República ter discutido, na quinta-feira, a pedido do PCP, as condições dos trabalhadores e o conteúdo do pacote laboral, para esclarecer as posições dos restantes partidos.

Nos últimos dias, o Governo tem defendido a necessidade de rever as leis laborais para tornar o país mais competitivo, negando a intenção de retirar direitos aos trabalhadores, apesar das críticas da oposição.

O PS já informou que votará contra a proposta na generalidade, enquanto o Chega, único outro partido com força suficiente para viabilizar o diploma, condicionou o apoio a várias cedências, incluindo domaine da reforma e turnos.

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