- O Governo está no centro das críticas pelo caos causado pela implementação do Sistema Europeu de Entrada e Saída (EES).
- A oposição, associações de turismo, sindicatos da PSP e entidades de defesa do consumidor acusam falta de planeamento e de antecipação de problemas que afetam milhares de passageiros.
- Questiona-se por que o sistema foi suspenso entre dezembro e março, sem alterações subsequentes.
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, abriu a possibilidade de suspender parcialmente o sistema nas horas críticas.
- O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, pediu desculpas públicas e chamou a situação de uma “vergonha”; o responsável pela Administração Interna, Luís Neves, admite dificuldades, mas, segundo fontes próximas, acredita que parar o sistema novamente pode ser contraproducente.
O Governo está sob pressão devido ao caos causado pela implementação do novo Sistema Europeu de Entrada e Saída (EES) nos aeroportos nacionais. A falha de planeamento é apontada como responsável por impactos em milhares de passageiros. A turbulência intensificou-se nas últimas semanas.
Partidos da oposição, associações de turismo, sindicatos da PSP e entidades de defesa do consumidor acusam o Executivo de não antever problemas operacionais e de não conseguir mitigar falhas das primeiras fases do EES.
A suspensão do sistema, entre dezembro e março, é igualmente questionada, com críticas à decisão de manter equipas e procedimentos idênticos aos anteriores. A percepção é de que a paragem não trouxe melhoria para a eficiência.
Reações políticas
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, indicou a possibilidade de suspender parcialmente o sistema nas horas críticas, para aliviar pressão sobre os aeroportos. Fonte oficial descreve a opção como medida temporária.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, pediu desculpas públicas pela situação, classificada como uma vergonha pela Pasta. Em defesa do método, o Governo mantém a eventualidade de ajustar procedimentos.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admite dificuldades internas, mas, segundo fontes próximas, considera que retornar a uma paralisação do EES pode ser contraproducente. A situação exige avaliação contínua das operações.
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