- O comissário europeu para a Justiça, Michael McGrath, afirmou à Euronews que a União Europeia tem uma política de tolerância zero à corrupção.
- A mensagem é de que a corrupção retira recursos públicos valiosos e mina a confiança nas instituições; as autoridades nacionais devem trabalhar sem interferências, seguindo as provas até ao desfecho adequado.
- Espanha enfrenta um escândalo de corrupção envolvendo o Partido Socialista no poder, com a sede em Madrid a ter buscas e três ex-membros a serem investigados; Pedro Sánchez não foi diretamente implicado.
- Em Bruxelas, o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, reunirá-se com a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, para discutir o desbloqueio de 10 mil milhões de euros congelados por questões do Estado de direito.
- Se não houver acordo até agosto para acelerar reformas, o financiamento poderá ser perdido; McGrath sublinhou a disponibilidade da Comissão para apoiar o restabelecimento do Estado de direito na Hungria.
O comissário europeu para a Justiça, Michael McGrath, assegurou à Euronews que a UE mantém uma política de tolerância zero à corrupção. O foco está em assegurar que as investigações avancem sem interferências e com base em provas. A afirmação foi feita a propósito de casos recentes na Hungria e em Espanha.
Segundo o comissário, é essencial que as autoridades nacionais conduzam os processos até ao desfecho adequado, sem pressões externas. McGrath destacou que a integridade das instituições depende da aplicação da lei de forma independente e célere.
Contexto espanhol
Em Espanha, o escândalo envolve membros do Partido Socialista no poder, com a sede do partido em Madrid alvo de buscas. Três ex-membros são investigados por alegada tentativa de influenciar a polícia e processos judiciais. Pedro Sánchez não foi diretamente citado em investigações.
Contexto húngaro e financiamento da UE
Em Bruxelas, o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, tem reunião marcada com Ursula von der Leyen para discutir o desbloqueio de 10 mil milhões de euros congelados, vinculados a questões de Estado de direito. O desbloqueio depende de reformas acordadas com Bruxelas até agosto, sob pena de perda do financiamento.
McGrath afirmou que houve um bom começo nas relações com o governo húngaro e reforçou o compromisso da Comissão em apoiar o caminho para restaurar o Estado de direito e o respeito pelos direitos fundamentais na Hungria.
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