- A Direita na Assembleia Municipal de Lisboa rejeitou a proposta do PS para criar uma comissão eventual sobre o acidente do elevador da Glória, que já decorreu há mais de nove meses e fez 16 mortos.
- A ideia do PS visava acompanhar de forma integrada o que é divulgado pela comunicação social, incluindo indemnizações às vítimas, inquéritos anunciados pela Carris e a manutenção dos elétricos, sem procurar culpados.
- PSD, CDS-PP, IL e Chega votaram contra, mantendo uma maioria de direita na AML (38 dos 75 deputados).
- Responsáveis de outros partidos criticaram a proposta: dizem que criaria “ruído” e que a AML não tem poderes para substituir inquéritos judiciais.
- O PS acusou o Chega de populismo e afirmou que a iniciativa visava apenas tirar ilações políticas, não explorações partidárias.
O elevador da Glória, no centro de Lisboa, está no centro de uma polémica política na Assembleia Municipal da cidade. O acidente, ocorrido há mais de nove meses, causou 16 mortes e deixou feridos. Fala-se agora de uma comissão eventual para acompanhar o sucedido, proposta pelo PS.
Na sessão desta terça-feira, as bancadas da direita — PSD, CDS-PP, IL e Chega — rejeitaram a ideia, mantendo a maioria de 38 dos 75 deputados. O PS defendeu que a comissão não visa atribuir culpas nem substituir investigações judiciais, mas obter um retrato integrado do que é conhecido pela comunicação social, incluindo indemnizações, inquéritos internos e externos da Carris e a manutenção dos elétricos.
Contexto e percepções
O PSD argumentou que a iniciativa poderia prolongar o sofrimento das famílias e criar um escrutínio político desnecessário. O CDS-PP reforçou que a medida acrescentaria ruído e que as diligências em curso devem seguir os seus cursos sem duplicar esforços. A IL sustentou que a AML não tem poderes de uma comissão de inquérito parlamentar e acusou o PS de populismo. O Chega vinculou críticas à governação de 2018, apontando falta de relatório sobre um acidente anterior.
Reação do PS e desdobramentos
O PS afirmou que não pretende fazer aproveitamento político, mas sim clarificar elementos ainda não plenamente elucidados. A bancada socialista sublinhou que a AML, enquanto órgão fiscalizador, tem o dever de ouvir todas as entidades envolvidas e de apurar responsabilidades diretas ou indiretas. Em reação, o Chega criticou a governação camarária, sugerindo inconsistência entre a postura pública do PS e ações passadas.
Situação até ao momento
O acidente no elevador da Glória continua a ser tema de debate público, com várias investigações em curso e decisões a tomar sobre responsabilidades e medidas de prevenção. A proposta de criação da comissão ficou definida como rejeitada pela maioria de direita, mantendo o andamento das diligências já ocorridas.
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