- O 32.º Congresso do CDS-PP, em Alcobaça, Leiria, discute se o partido deve ser parceiro do PSD ou afirmar‑se sozinho, com a liderança em disputa.
- O presidente Nuno Melo disse não ter medo de ir às eleições sozinho e rejeitou a ideia de ser “muleta” do PSD.
- O ex-deputado Nuno Correia da Silva defende que o CDS pode ser “muito mais” e deve estar ativamente numa coligação com projetos.
- O presidente da mesa do congresso, José Manuel Rodrigues, entende que o CDS tem espaço próprio e precisa diferenciar‑se do PSD.
- A líder da Juventude Popular, Catarina Marinho, afirma que o CDS é parte do Governo, mas deve discutir e decidir o futuro do partido.
O 32.º Congresso do CDS-PP, em Alcobaça, Leiria, está marcado por visões opostas sobre o papel dos centristas face ao PSD: devem ser parceiros de governação ou adversários. O foco é o futuro do partido e a sua autonomia política.
Nuno Melo, presidente e candidato à liderança, afirma que o CDS pode ir a eleições sozinho sem receio. Rejeita a ideia de que o CDS seja apenas um apoio aos sociais-democratas e sustenta que não abdica de um caminho próprio.
Nuno Correia da Silva, antigo deputado e rival interno, defende que o CDS deve manter uma participação activa na coligação com propostas próprias, sobretudo em áreas como apoio aos pensionistas e à família. O debate envolve ainda outras figuras do partido.
Contexto interno
O debate também encontra eco na organização do congresso, com o presidente da mesa, José Manuel Rodrigues, a defender que o CDS tem espaço próprio e deve distinguir-se do PSD. A posição envolve uma elevação da ambição do partido, sem ignorar alianças políticas.
A líder da Juventude Popular, Catarina Marinho, reiterou que o CDS participa do governo e discute o seu futuro dentro do partido, mantendo um tom de debate sobre o caminho a seguir nas legislativas. A escolha de liderança encerra hoje o encontro.
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