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Ventura responsável por 88,5% de 26 casos de desinformação nas presidenciais

Ventura foi responsável por 88,5% do conteúdo desinformativo nas redes durante a campanha, atingindo mais de nove milhões de contas e 12,8 milhões de visualizações

Enquanto candidato às presidenciais, André Ventura partilhou conteúdos a descredibilizar os media e a atacar minorias étnicas e religiosas
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  • Nas presidenciais de janeiro, André Ventura foi responsável por 88,5% dos conteúdos de desinformação propagados nas redes sociais.
  • Os conteúdos atingiram mais de nove milhões de contas e tiveram acima de 12,8 milhões de visualizações.
  • 27% dos conteúdos recorriam à inteligência artificial.
  • Houve 26 casos, o maior grupo, que procurou descredibilizar os media e divulgar sondagens não credenciadas.
  • O estudo, conjunto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e do LabCom da Universidade da Beira Interior, analisa a atividade de candidatos nas redes sociais.

A propagação de conteúdos desinformativos nas redes sociais durante a campanha às presidenciais registou números elevados: mais de nove milhões de contas alcançadas e mais de 12,8 milhões de visualizações. Cerca de 27% do conteúdo recorreu a inteligência artificial.

André Ventura foi o principal responsável pela desinformação, respondendo por 88,5% dos conteúdos propagados nas redes. A investigação analisa a atividade de candidaturas nas plataformas digitais durante o período em questão.

Entre os casos identificados, 26 incidiam na descredibilização dos media e na divulgação de sondagens não credenciadas. A análise foi realizada pela ERC e pelo LabCom da Universidade da Beira Interior.

O relatório Desinformação nas presidenciais 2026: actividade dos candidatos nas redes sociais foi publicado nesta sexta-feira. O estudo consolida dados sobre o alcance, a forma de disseminação e o uso de tecnologias de IA.

A pesquisa visa esclarecer a atuação de candidatos nas redes sociais durante a campanha de janeiro, em Portugal, destacando modos de desinformação num contexto eleitoral. As entidades envolvidas pretendem dedicar-se a futuras monitorizações.

Os resultados apresentam dados detalhados sobre as estratégias de comunicação utilizadas e o impacto potencial na perceção pública, sem emitir juízos de valor ou recomendações políticas.

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