- Uma rajada de tiros causou pânico no Senado das Filipinas, onde Ronald dela Rosa ficou entrincheirado para evitar detenção relacionada a um mandado do TPI.
- O Tribunal Penal Internacional em Haia ordenou a detenção do senador por crimes contra a humanidade, ligados à repressão durante a guerra às drogas de Duterte.
- O presidente Ferdinand Marcos Jr. pediu calma, assegurando que o governo não teve envolvimento no incidente nem instruiu a deter o senador.
- O senador Dela Rosa apelou ao apoio popular para impedir a entrega ao TPI e apresentou petição de emergência no Supremo para bloqueio de transferência.
- O Senado recebeu reforços de segurança; não ficou claro quem efetuou os disparos, e as imagens de videovigilância serão analisadas.
Uma rajada de tiros lançou o pânico no Senado das Filipinas, onde Ronald dela Rosa, senador procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), permanece entrincheirado para evitar a detenção. Dela Rosa, antigo chefe da polícia, é acusado de crimes contra a humanidade pela supervisão da denominada guerra contra as drogas do ex-Presidente Rodrigo Duterte. Ele esteve protegido por colegas senadores desde segunda-feira, enquanto autoridades tentam proceder a uma possível entrega ao TPI.
Não está claro o que desencadeou o tiroteio nem se houve feridos. O Presidente Ferdinand Marcos Jr. apelou à calma e afastou qualquer envolvimento governamental no incidente, afirmando não haver instruções para deter o senador. Em vídeo divulgado, Dela Rosa pediu ajuda ao público para impedir a transferência para Haia.
O TPI divulgou, na última segunda-feira, uma ordem de detenção contra Dela Rosa, que nega qualquer participação em homicídios ilegais. O tribunal alega crimes contra a humanidade, idênticos às imputações já feitas a Duterte, que aguarda julgamento em Haia após ter sido transferido no ano passado.
Dela Rosa está no Senado desde segunda-feira, mantendo-se sob proteção de parlamentares aliados. O senador publicou ainda um apelo no Facebook para que não seja entregue ao TPI. O presidente do Senado, Alan Peter Cayetano, disse ter falado com Marcos Jr., que negou qualquer envolvimento do Governo.
Segundo o secretário do Senado, agentes alegadamente do Gabinete Nacional de Investigação teriam tentado entrar no edifício e dispararam, mas a versão oficial contradiz essa informação. O Ministério da Justiça não confirmou qualquer movimentação, mantendo a necessidade de instruções oficiais.
Mais de uma dezena de militares, segundo a Reuters, chegaram ao local para apoiar a segurança do Senado, com membros da defesa a indicar que o pedido visava proteger as instalações. O ministro do Interior afirmou que ainda não há clareza sobre a autoria dos disparos e que as imagens de videovigilância serão analisadas.
Contexto
Dela Rosa foi uma das figuras-chave da repressão à droga durante o governo de Duterte, marcando a imagem mundial da violência associada à política antidroga. Organizações de direitos humanos apontam abusos e homicídios, enquanto a polícia sustenta que as mortes ocorreram em confrontos com traficantes armados.
Panorama atual
A sessão no Senado prossegue sob forte vigilância policial, com manifestantes exigindo a detenção de Dela Rosa. O Supremo Tribunal recebeu uma petição de emergência para bloquear eventual transferência do senador para Haia, com prazo de 72 horas para resposta das partes envolvidas.
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