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Mais de 100 deputados trabalhistas apoiam Keir Starmer

Mais de cem deputados trabalhistas apoiam Keir Starmer, apesar de mais de oitenta pedirem a demissão, revelando divisão interna e risco político

Mais de 80 deputados num total de 403 pediram a demissão do líder trabalhista
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  • Mais de cem deputados trabalhistas assinaram uma declaração de apoio a Keir Starmer.
  • Mais de oitenta deputados pediram a demissão de Starmer após resultados eleitorais difíceis em sete de maio, com a perda de mil e quinhentos autarcas e a maioria no parlamento autónomo do País de Gales.
  • A declaração evidencia divisão no grupo entre quem defende a continuidade, quem propõe uma saída faseada e quem exige mudança imediata de liderança.
  • Vários ministros defenderam Starmer; outros evitaram tomar posição, alguns tentando convencer o líder a anunciar um plano de saída.
  • Starmer afirmou que não pretende renunciar e que, para desencadear uma eleição interna, são necessários 81 deputados; destacou que as últimas quarenta e oito horas foram desestabilizadoras, com custo económico real para o país.

Mais de 100 deputados trabalhistas britânicos assinaram esta terça-feira uma declaração de apoio a Keir Starmer, após mais de 80 terem pedido a sua demissão, de acordo com a imprensa britânica. O texto surge numa altura de grande turbulência no Partido Trabalhista.

Na declaração, os signatários reconhecem resultados eleitorais difíceis na semana passada e enfatizam a necessidade de reconquistar a confiança do eleitorado, afirmando que não é hora de contestar a liderança. O tom é de continuidade, segundo a BBC.

A posição reflecte a divisão no grupo parlamentar entre quem defende manter Starmer, quem defende uma saída faseada e quem exige mudança imediata de liderança. A notícia é acompanhada de análises sobre o caminho político do partido.

Entre os defensores da continuidade estão ministros que se posicionaram publicamente a favor de Starmer, como Heidi Alexander, ministra dos Transportes, John Healey, da Defesa, e Pat McFadden, do Trabalho.

Outros membros do Governo evitam tomar posição, nomeadamente Shabana Mahmood, ministra do Interior, Yvette Cooper, ministra dos Negócios Estrangeiros, e Ed Miliband, ministro do Ambiente, que tentaram persuadir Starmer a anunciar um plano de saída.

A imprensa britânica também reporta que mais de 80 deputados, num total de 403, já pediram a demissão do líder, apontando os maus resultados nas eleições locais e regionais de 7 de maio, quando o Labour perdeu dezenas de autarquias e a maioria no parlamento autónomo do País de Gales.

Seis subsecretários de Estado e três secretários de Estado já se demitiram, pedindo também uma mudança na liderança, de acordo com fontes. A família trabalhista permanece em debate interno sobre o futuro.

Starmer reiterou que não pretende renunciar ao cargo, eleito em 2024 para cinco anos, e desafiou potenciais rivais a desencadearem uma eleição interna durante a reunião semanal do conselho de ministros.

O primeiro-ministro recordou que o Partido Trabalhista dispõe de um processo para contestar a liderança, que não foi acionado, e afirmou que o país espera que o governo continue a governar. Os funcionários seguiram com a agenda diária.

Starmer assinalou que as últimas 48 horas foram desestabilizadoras para o governo, referindo um impacto económico para o país e para as famílias, incluindo o custo dos juros sobre a dívida pública. Os números oficiais devem continuar a subir.

Para desencadear uma eleição interna, os candidatos precisam do apoio de pelo menos 81 deputados, ou seja, um quinto do grupo parlamentar na Câmara dos Comuns. O número atual compõe o limiar necessário.

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