- Grupo de defesa da transparência inaugurou, em Nova Iorque, uma exposição temporária com apenas um texto em exibição: a impressão de todos os ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA sobre Jeffrey Epstein, cerca de 3,5 milhões de páginas.
- A biblioteca, batizada Sala de Leitura Memorial Donald J. Trump e Jeffrey Epstein, encadernrou os documentos em 3437 volumes, todos numerados e organizados em prateleiras.
- O acesso aos ficheiros na exposição requer inscrição online; existem exceções para alguns profissionais, como jornalistas e advogados, devido a erros do Departamento de Justiça na omissão de nomes de algumas vítimas.
- A exposição aborda também a relação entre o presidente Donald Trump e Epstein, que faleceu em 2019, enquanto estava sob custódia; Trump e Epstein foram amigos durante décadas, com desentendimentos em 2004 por um negócio imobiliário.
- A iniciativa, promovida pelo Instituto de Factos Primários, afirma buscar indignação pública e responsabilização pela forma como a administração Trump lidou com a divulgação; a exposição fica patente até 21 de maio.
O activists de transparência dos EUA inauguraram em Nova Iorque uma exposição temporária com um único objeto em exibição: a impressão de cerca de 3,5 milhões de páginas dos ficheiros do Departamento de Justiça relacionados a Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais com menor de idade. A mostra ocupa a chamada Sala de Leitura Memorial Donald J. Trump e Jeffrey Epstein, em Tribeca, e organiza os documentos em 3437 volumes encadernados em prateleiras numeradas.
A iniciativa é promovida pela instituição sem fins lucrativos Institute of Primary Facts, com sede em Washington. O público pode inscrever-se online para aceder aos ficheiros, embora haja limitações por omissão de nomes de algumas vítimas nos documentos. A Exposição exclui o acesso direto a parte do material em certos casos, permitindo apenas a profissionais como jornalistas e advogados.
Contexto e ligações com Trump
A exposição também aborda a relação entre Donald Trump e Epstein, marcada por décadas de amizade que se deteriorou por incompatibilidades em 2004, segundo a narrativa apresentada pelos organizadores. Epstein morreu em 2019, sob custódia federal, sem enfrentar julgamento por acusações de tráfico sexual envolvendo menores.
David Garrett, um dos promotores do projeto, afirmou à AFP que a instituição pretende promover educação cívica e despertar uma responsabilização pública. Garrett disse que existe a convicção de que a divulgação de documentos pode mobilizar debates e exigir transparência na atuação das instituições.
A mostra está patente ao público até 21 de maio de 2026.
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