- A Frente Comum, que reúne mais de trinta sindicatos da administração pública, apelou à participação dos trabalhadores do Estado na greve de 3 de junho contra o pacote laboral.
- A CGTP entregou o pré-aviso de greve nesse dia, defendendo que as alterações propostas atingem todos os trabalhadores, independentemente do local de trabalho.
- O coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, afirmou que não apenas solidarizam com a greve geral, mas incentivam a participação de trabalhadores da administração pública e de sindicatos da Frente Comum.
- A formação salaria de 2026, prevista no Acordo Plurianual de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública, distanciou-se da Frente Comum, com a subida de apenas 2,15% ou 56,58 euros para funcionários públicos.
- O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, pediu a participação de todos os trabalhadores na greve, enquanto a UGT não confirmou adesão à paralisação de junho.
O dia em que a CGTP entregou o pré-aviso para a greve de 3 de Junho ficou marcado pelo pedido de participação da Administração Pública. A Frente Comum, que reúne mais de 30 sindicatos do setor, apelou aos trabalhadores do Estado para aderirem ao protesto contra o pacote laboral. A iniciativa ocorre no mesmo dia em que o pré-aviso foi apresentado ao Ministério do Trabalho.
A Frente Comum afirma que o pacote laboral afeta todos os trabalhadores, independentemente do local de trabalho ou da função. O objetivo é juntar forças para pressionar o Governo e exigir alterações à legislação em debate. A posição é apresentada como uma luta ampla de quem trabalha em Portugal.
O coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, destacou que a mobilização não se limita ao setor privado e que os aumentos salariais devem incluir o setor público. Santana recordou ainda um pedido de negociação já apresentado no início de 2026 e frisou que o Governo ainda não respondeu.
Posição dos sindicatos e do Governo
O secretário-geral da CGTP explicou que todos os trabalhadores devem participar na greve, apontando que é do interesse geral rejeitar a proposta que o Executivo quer levar ao Parlamento. A participação do movimento na paralisação de junho é apresentada como compatível com os objetivos da CGTP.
A ausência de adesão da UGT à greve foi confirmada pelo seu líder, que considerou o dia 3 extemporâneo para uma atuação geral. O líder da UGT enfatizou a necessidade de preparar uma greve mais próxima da decisão parlamentar e condicionou a possibilidade de uma nova paralisação à atuação conjunta com os sindicatos.
O Governo enfrenta, entretanto, críticas sobre o impacto da subida do custo de vida e a inflação, que afetaram os trabalhadores ao longo do último ano. Em 2026, o escalonamento de aumentos para a função pública ficou aquém das reivindicações da Frente Comum, alimentando a frustração entre os trabalhadores.
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