- A membro da ERC, Carla Martins, afirmou que é cada vez mais difícil detetar conteúdos desinformativos com sistemas de IA generativa, incluindo deepfakes.
- Defendeu que há um trabalho importante a realizar na literacia mediática para combater a desinformação.
- Falou na abertura do Digital Business Congress da APDC, no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), com o tema “A Europa na Era Digital – O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação”.
- Alertou para o risco sistémico na confiança da informação e para a necessidade de fortalecer o jornalismo independente de qualidade.
- Antes da intervenção, foi commemorado Francisco Pinto Balsemão.
A presidente do Conselho Regulador da ERC, Carla Martins, afirmou no congresso da APDC, em Lisboa, que a literacia mediática é cada vez mais necessária, dada a proliferação de conteúdos desinformativos criados por IA generativa.
Martins disse que a sofisticação desse material dificulta a deteção de deepfakes, o que, por sua vez, complica o combate à desinformação e exige respostas mais robustas. Além disso, reforçou a importância de educar para uma literacia crítica.
A responsável destacou ainda a oportunidade de reforçar o jornalismo independente de qualidade e alertou para riscos sistémicos na confiança da informação. O evento decorre no Fórum Tecnológico de Lisboa, hoje e amanhã, com o tema sobre a era digital europeia.
Contexto e Desdobramentos
A ERC defende estratégias nacionais de literacia mediática, formação digital e parcerias com meios de comunicação para enfrentar a desinformação gerada por IA. As iniciativas visam capacitar o público a reconhecer materiais manipulados e a compreender as fontes de informação.
O Digital Business Congress, que reúne especialistas, analistas e reguladores, analisa ainda impactos da IA na imprensa, na publicidade e na proteção de dados. Participantes discutem políticas públicas, padrões éticos e regras de transparência para conteúdos digitais.
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