- O líder do PCP, Paulo Raimundo, desafiou o Governo a retirar a proposta de reforma laboral antes da greve geral de 3 de junho convocada pela CGTP.
- Em Beja, à margem da Ovibeja, afirmou que “ninguém tem interesse em fazer greve, a não ser para derrotar o pacote laboral” e que, sem matéria, não há greve.
- O primeiro-ministro Luís Montenegro disse que o Governo não abandona as suas convicções em matéria laboral, garantindo que já cedeu em várias traves mestras e que a decisão final depende da concertação social e do parlamento.
- Raimundo criticou a proposta, dizendo que é “a machadada em cima da desgraça” e que, para os jovens, a precariedade passaria a ser normal, com horários desregulados e despedimentos sem justa causa.
- Reiterou que o objetivo é retirar o pacote laboral para evitar a greve, lembrando que a greve de dezembro anterior mostrou resistência ao que chamou de passadeira vermelha.
Paulo Raimundo, líder do PCP, desafiou o Governo a retirar a proposta de reforma laboral antes da greve geral de 03 de junho, convocada pela CGTP. A afirmação foi feita em Beja, à margem da feira Ovibeja, na manhã de sábado.
O secretário-geral comunista afirmou que nenhum trabalhador quer a greve, se não for para derrotar o pacote laboral, e pediu ao Governo para retirar a proposta. Disse que, sem matéria, não há greve.
O líder do PCP reforçou que a retirada do pacote seria a forma de evitar a paralisação, mesmo após o primeiro-ministro ter indicado que o Governo não abandona as convicções em matéria laboral.
Governo mantém posição firme
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, declarou que o Governo já cedeu em várias traves mestras da reforma e acusou a UGT de ser o parceiro com menos cedências, mantendo a posição de não abandonar as convicções.
Montenegro disse ainda que, sem entendimento na concertação social, a decisão sobre o pacote laboral cabe ao parlamento, e que o Governo não pretende desistir das suas convicções.
Paulo Raimundo, na Ovibeja, criticou também o aumento do custo de vida e apontou que a proposta altera o código laboral para ampliar a precariedade e a desregulação do horário. O líder do PCP pediu, então, a retirada da proposta.
O político afirmou que a greve geral simulou uma passadeira vermelha que começou a tropeçar com o esperado apoio do Governo, e que o objetivo permanece a retirada do pacote laboral, como forma de impedir a paralisação.
Reação pública e desfecho
O PCP atribuiu grande relevância à mobilização prevista para 3 de junho e sustentou que a decisão final sobre o pacote está no parlamento caso não haja acordo com a concertação social. O conteúdo da reforma é central no debate.
Entre na conversa da comunidade