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Comissão de Acompanhamento do PRR duvida que alguns problemas sejam corrigidos

Comissão de Acompanhamento do PRR admite dúvidas de que problemas identificados sejam corrigidos até ao final do prazo de quatro meses

Pessoas, economia
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  • A Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR admitiu ter muitas dúvidas de que alguns problemas identificados serão corrigidos nos quatro meses que faltam para o prazo final.
  • O relatório indica constrangimentos persistentes à execução, como atrasos na decisão, pressão de tesouraria nos beneficiários finais, atrasos na análise e pagamento de reembolsos, limitações das plataformas de gestão e dissociação entre cumprimento formal e funcionamento dos investimentos.
  • As recomendações de 2023, relacionadas com celeridade de decisão, funcionamento das plataformas, simplificação administrativa, reforço de equipas e avaliação, continuam válidas em 2026.
  • O presidente da CNA-PRR, Pedro Dominguinhos, pediu acelerar os pedidos de pagamento, especialmente em energia e habitação a custos acessíveis, destacando que algumas entidades contrataram empresas para analisar pagamentos.
  • Propõe-se a criação de uma força-tarefa entre entidades para acelerar o esforço nos quatro meses restantes, diante de um aumento de pedidos de pagamento na fase final.

A Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR (CNA-PRR) admitiu ter muitas dúvidas sobre a possibilidade de corrigir, nos quatro meses que restam, os problemas identificados no plano. A avaliação foi feita ao final da apresentação do novo relatório da comissão.

No documento, a CNA-PRR aponta constrangimentos persistentes à execução desde 2023, incluindo atrasos na tomada de decisão e pressão de tesouraria sobre os beneficiários finais. As recomendações de 2023, relativas a celeridade decisória, funcionamento das plataformas, simplificação administrativa, reforço de equipas e avaliação, mantêm-se válidas em 2026.

Questões de execução e pagamentos

O presidente da CNA-PRR destacou a necessidade de acelerar os pedidos de pagamento, com exemplos nos setores da energia e da habitação a custos acessíveis. A entidade observou que algumas organizações contrataram empresas para analisar os pedidos de pagamento. Se as entidades não tiverem liquidez, o processo de saldos finais pode ficar comprometido.

A comissão sublinhou que, no fim do plano, o número de pedidos tende a aumentar à medida que as obras se aproximam do fim. Foi chamada a atenção para atrasos na análise e no pagamento de reembolsos, bem como para limitações estruturais das plataformas de gestão e uma dissociação entre o cumprimento formal e o funcionamento efetivo dos investimentos.

Articulação entre entidades

O responsável apontou a necessidade de fortalecer a articulação entre entidades envolvidas. Como exemplo, citou uma obra de uma residência de estudantes em Oliveira do Hospital, onde a instalação de um cabo elétrico atravessou a rua e demorou sete meses. A CNA-PRR antevê milhares de obras entre julho e agosto, o que reforça a urgência de melhorias.

Para enfrentar este cenário, o presidente propôs a criação de uma task-force que envolva as várias entidades, com o objetivo de concentrar a energia necessária nos quatro meses que faltam até ao término do plano. O PRR visa, através de reformas e investimentos, apoiar o crescimento económico, reparar danos provocados pela covid-19, gerar emprego e estimular investimentos.

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