- Quatro candidatos disputam o cargo de Secretário-Geral da ONU, sucedendo António Guterres, com a decisão prevista para o final de 2026.
- Entre os nomes estão duas mulheres que, se eleitas, poderão tornar-se a primeira a ocupar o cargo.
- Os candidatos fizeram intervenção pública nos dias 21 e 22 de abril, na sede da ONU, apresentando visão e respondendo a perguntas dos Estados-Membros e da sociedade civil.
- Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e ex-alta comissária dos Direitos Humanos, defende uma ONU mais eficiente e orientada para resultados.
- Rafael Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall completam a lista: Grossi é o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica; Grynspan dirige a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento; Sall é o ex-presidente do Senegal e defende foco na paz e na soberania dos estados.
A Organização das Nações Unidas (ONU) prepara-se para nomear o novo Secretário-Geral, sucedendo António Guterres. O processo envolve quatro candidatos e decorre num momento de tensões geopolíticas, conflitos e pressão sobre o multilateralismo. As intervenções públicas ocorreram nos dias 21 e 22 de abril, na sede da ONU, em Nova Iorque, diante da Assembleia Geral e da sociedade civil.
Entre os concorrentes, destacam-se duas mulheres que, se eleitas, poderão tornar-se na primeira Secretária-Geral da história da ONU. A discussão pública funcionou como uma espécie de entrevista de emprego, com perguntas de 193 Estados-Membros. A Presidência da Assembleia, Annalena Baerbock, sublinhou a necessidade de liderança firme e baseada em princípios.
O processo de escolha combina transparência com a prerrogativa do Conselho de Segurança, cujos cinco membros permanentes têm poder de veto. A decisão final está prevista para o final de 2026, após as fases de diálogo público e votação na Assembleia Geral.
Candidatos a Secretário-Geral
Michelle Bachelet
Ex-Presidente do Chile e ex-Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Defende uma ONU mais eficiente, com diplomacia preventiva mais robusta e foco em direitos das mulheres. Chile retirou apoio após mudança de governo.
Rafael Grossi
Diretor-Geral da AIEA. Propõe uma ONU mais eficaz, simplificada e orientada para resultados. Liderou negociações nucleares do Irão e, na Ucrânia, iniciou uma missão da AIEA à usina de Zaporíjia.
Rebeca Grynspan
Secretária-Geral da UNCTAD. Defende reformas que incluam o uso de dados e IA para antecipar crises. Prioriza a pacificação global e listou a confiança pública como desafio a recuperar.
Macky Sall
Ex-presidente do Senegal. Apela a foco na paz, pragmatismo e soberania dos Estados. Destaca experiência de governação e defende reformas no Conselho de Segurança para ampliar a representatividade.
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