- O Partido Socialista acusa o Governo de não ter implementado nenhuma das 31 medidas anunciadas após o apagão de 28 de abril de 2023.
- O PS afirma que os portugueses afetados continuam sem saber quais as compensações a que têm direito.
- André Moz Caldas diz que as medidas não eram novas e que o investimento já estava programado; a Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE) ainda não classificou juridicamente o evento.
- Um relatório parlamentar, elaborado por um deputado do PSD, aponta falhas de comunicação e de emergência, com mensagens tardias e a linha 112 indisponível.
- O PS sustenta um balanço negativo de dois anos de governo, com aumento do custo de vida, habitação mais cara e falhas de resposta a crises, pedindo menos propaganda e mais ação.
O PS acusa o Governo de não ter implementado nenhuma das 31 medidas anunciadas após o apagão de 28 de abril do ano passado. A denúncia foi feita hoje por André Moz Caldas, porta-voz do Secretariado Nacional do PS, na sede do partido em Lisboa.
O dirigente socialista afirmou que os portugueses com prejuízos ainda desconhecem as compensações a que têm direito e questionou a atuação do executivo ao longo de dois anos de governação de Luís Montenegro. O PS pediu menos propaganda e mais ação.
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André Moz Caldas explicou que a REN confirmou, em audição parlamentar, que os grandes investimentos já estavam programados antes do apagão, sugerindo que as medidas não foram novas, apenas acelerações de um calendário existente. O grupo de trabalho parlamentar, segundo o PS, aponta falhas na comunicação à população.
O líder do PS destacou que, um ano depois, a ERSE não classificou juridicamente o evento. As pessoas afetadas continuam sem saber quais são as compensações que lhes cabem, acrescentou.
Contexto do apagão e verificação de ações
O PS cita o relatório do grupo de trabalho parlamentar, atribuído a um deputado do PSD, que confirma falhas na comunicação de emergência e na entrega de informações. O partido também referiu que as mensagens de emergência chegaram com atraso e que a linha 112 esteve indisponível por períodos.
Além disso, o PS reforçou críticas à coordenação das respostas às intempéries ocorridas desde o apagão. O objetivo é evidenciar que o guião de resposta permanece com problemas e que não houve melhoria na capacidade de reação.
Avaliação do Governo e impactos sociais
Para o PS, dois anos de governação fundamentam uma avaliação negativa. O partido aponta aumentos no custo de vida, elevação dos preços da habitação e deterioração de serviços como a saúde, além de uma perceção de falhas no Planeamento de Recuperação e Resiliência (PRR). A denúncia conclui que as promessas não foram traduzidas em ações concretas.
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