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Carneiro revela que está disposto a acolher Mário Centeno como militante do PS

Carneiro diz que o PS tem todo o gosto em acolher Centeno como militante, mantendo relação institucional saudável com o Presidente e separação de poderes

José Luís Carneiro , secretário-geral socialista
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  • José Luís Carneiro afirmou ter todo o gosto em acolher Mário Centeno como militante do PS, se ele quiser dar esse passo.
  • O secretário-geral do PS mencionou que Centeno é dos quadros mais qualificados e que participou numa reunião recente do Conselho Estratégico do partido.
  • Carneiro recordou o envolvimento de Centeno e o tratamento da entrada de Marta Temido no PS, com António Costa a entregar o cartão de militante em Portimão.
  • Sobre o Presidente da República, Carneiro disse que persiste uma relação de estima e amizade, mesmo com possíveis divergências políticas entre poderes.
  • O líder do PS mencionou abertura ao debate sobre o pacto para a saúde e reiterou a importância da pluralidade de opiniões dentro do partido.

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, disse à Lusa que terá todo o gosto em acolher Mário Centeno como militante do partido, caso este decida dar esse passo. O comentário surgiu numa entrevista, sem data específica, em que o dirigente reiterou o interesse em contar com o antigo governador do Banco de Portugal.

Carneiro afirmou ainda que mantém uma relação saudável com o Presidente da República, apesar de possíveis divergências sobre determinados temas. O líder socialista explicou que a cooperação entre estruturas não impede a expressão de independência institucional.

Relação institucional e entrada de Centeno

O líder do PS reforçou que Centeno é um dos quadros mais qualificados do país e que merece valorização. Lembrou uma reunião recente do Conselho Estratégico do PS, onde Centeno participou.

Carneiro recordou ainda o processamento da entrada no partido da ex-ministra Marta Temido, possível precedente para Centeno, com o atual chefe do PS a entregar-lhe o cartão de militante no Congresso de Portimão.

O responsável garantiu que não houve afastamento pessoal com o Presidente da República, frisando a prática de separação de poderes. Reiterou que a relação institucional é de estima e confiança, porém com o devido respeito às funções de cada um.

Pacto para a saúde e pluralidade no PS

Sobre o pacto para a saúde que o então candidato presidencial António Seguro defendia, Carneiro disse que o PS está disponível para debater o tema, reconhecendo a existência de responsabilidades governativas anteriores na área da saúde e a diversidade de perspetivas no partido.

A discutir ainda, a expressão associada a não colocar todos os ovos no mesmo cesto, usada por Seguro na campanha. Carneiro preferiu a ideia de não concentrar tudo num único projeto, destacando que as propostas podem beneficiar diferentes áreas conforme a qualidade das escolhas.

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