- O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusa o Governo de “meter a mão no bolso dos portugueses” ao reduzir em 1,5 cêntimos o desconto extraordinário do ISP no gasóleo, mantendo o desconto na gasolina sem chumbo.
- Carneiro afirma que, desde segunda-feira, os portugueses passam a pagar mais impostos sobre combustíveis, em vez de medidas para mitigar a inflação.
- A decisão foi tomada na ausência de uma descida prevista do preço do gasóleo, segundo o líder socialista durante uma visita ao Mercado de Alvalade, em Lisboa.
- O PS tem defendido reduzir o IVA sobre combustíveis para 13%, estimando um custo de cerca de 90 milhões de euros, mas com ganhos relevantes para famílias e empresas.
- Carneiro garante que as medidas do PS são exequíveis, não colocam em causa as contas públicas e mantêm a responsabilidade orçamental.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou que o Governo está “meter a mão no bolso dos portugueses” ao reduzir em 1,5 cêntimos o desconto extraordinário do ISP no gasóleo. A declaração ocorreu durante uma visita ao Mercado de Alvalade, em Lisboa, na manhã de terça-feira. Segundo Carneiro, desde segunda-feira os cidadãos passam a pagar mais impostos sobre combustíveis, em vez de medidas para atenuar a inflação.
Carneiro sustenta que o ajuste beneficia pouco o consumidor e agrava o fardo financeiro para as famílias, apontando a descida do gasóleo como uma promessa falhada. O líder socialista afirmou ainda que o Governo manteve o desconto na gasolina sem chumbo, numa decisão que, na leitura dele, não compensa o aumento de impostos sobre o setor.
Medidas propostas pelo PS
O dirigente elencou propostas do PS, entre as quais a redução do IVA sobre combustíveis para 13%. A medida, segundo o partido, traduz-se num custo estimado em cerca de 90 milhões de euros, mas poderá traduzir-se em ganhos para famílias e empresas que enfrentam o custo de vida mais elevado.
Carneiro garantiu que as contas do PS estão feitas e que as medidas são exequíveis e não comprometem a responsabilidade orçamental. O líder socialista afirmou que as propostas respeitam as regras de equilíbrio das contas públicas.
Entre na conversa da comunidade