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ONU em crise ouve candidatos à sucessão de Guterres

Quatro candidatos vão ser ouvidos para substituir Guterres na ONU; os EUA opõem-se à candidata mais reconhecida, colocando em risco a eleição da primeira mulher

António Guterres vai deixar a chefia das Nações Unidas no final de 2026
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  • Começam as audições públicas dos quatro candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, com expectativa de eleger a primeira mulher.
  • Os candidatos são: Michelle Bachelet (ex-presidente do Chile), Rafael Grossi (director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica), Rebeca Grynspan (ex-líder da UNCTAD) e Macky Sall (ex-presidente do Senegal).
  • Washington opõe-se à candidatura de Bachelet, por questões relacionadas com aborto e críticas a Israel; a China também criticou um relatório de Bachelet sobre abusos de direitos humanos em Xinjiang.
  • O debate ocorre num contexto de menor atratividade do cargo e de tensões internacionais entre EUA e Rússia, com choque de posições sobre conflitos globais.
  • Anteriormente, a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, afirmou que o mundo sem as Nações Unidas seria pior e defendeu reformas da organização.

A ONU inicia esta semana as audições públicas para o próximo secretário-geral, após quatro candidatos serem escolhidos para o processo de sucessão de António Guterres. O objetivo é selecionar o(a) próximo(a) líder da organização. O debate ocorre em ambiente internacional e com forte atenção aos dilemas do multilateralismo atual.

O cenário internacional tem mostrado mudanças profundas nas últimas décadas, com o papel da ONU em avaliação constante. A administração norte-americana tem exercido influência significativa sobre quem poderá liderar a organização. Técnicos apontam que o cargo enfrenta desafios de alcance e credibilidade.

Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, é a candidata mais conhecida. Washington tem reservas sobre as suas posições de aborto e críticas a Israel, o que complica o apoio norte-americano. China também se manifestou contra um relatório sobre Xinjiang em que ela esteve envolvida.

Rafael Grossi, actual diretor-geral da AIEA, é visto como o candidato com maior força técnica. O Governo argentino apoiou a sua candidatura, destacando o seu percurso em organizações internacionais. A comunidade diplomática acompanha sobretudo o peso técnico da escolha.

Rebeca Grynspan, ex-Secretária-geral da UNCTAD, representa a via feminina na eleição. Dirigiu uma agência global de comércio e desenvolvimento, trazendo experiência em desenvolvimento e cooperação multilateral. O seu nome é considerado com potencial de apoio significativo.

Macky Sall, antigo presidente do Senegal, é o único candidato não provenientes das Américas. A candidatura enfrenta resistência interna no Senegal e entre alguns estados africanos, contribuindo para um cenário de divisões entre blocos regionais.

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