- O Papa Leão XIV visitou Angola, terceira etapa da sua viagem por quatro países africanos, e exortou líderes a romperem o “ciclo de interesses” que saqueia o continente.
- Ainda a bordo do avião, o Papa afirmou que não era seu interesse debater com Donald Trump, mantendo a missão de pregar paz, justiça e fraternidade; o vice-presidente norte-americano, JD Vance, agradeceu publicamente.
- No seu primeiro discurso às autoridades angolanas, o Papa lembrou a história do país, marcada pela pilhagem colonial e pela guerra civil, e disse que Angola tem tesouros que não podem ser comprados nem roubados.
- Angola é o quarto maior produtor de petróleo de África e ocupa lugar entre os 20 maiores produtores mundiais; o Banco Mundial indicou, em 2023, que mais de 30 % da população vive com menos de 2,15 dólares por dia.
- O programa da visita inclui uma missa em Kilamba e, depois, a deslocação a Muxima, considerado o ponto alto da viagem e um centro de peregrinação católica na região, associado a uma aparição de Nossa Senhora por volta de 1833.
O Papa Leão XIV chegou a Angola, a terceira etapa da sua viagem por quatro países africanos, numa visita que visa promover paz, justiça e fraternidade. O encontro com o presidente angolano abriu a agenda oficial, marcada por apelos à redução de desigualdades e à superação de ciclos de interesses.
Antes de falar às autoridades, o Papa afirmou, ainda a bordo do avião, que não pretendia discutir Donald Trump, mas que manteria a mensagem evangélica de paz na região. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, agradeceu publicamente o gesto nas redes sociais.
Encontro com o governo
Ao reunir-se com João Lourenço, o Papa proferiu um discurso em que lembrou a história de Angola e pediu que o país aproveite seus recursos sem explorá-los de forma predatória. Enfatizou que os tesouros angolanos não devem ser comprados nem roubados.
Angola, segundo a Agência Internacional de Energia, ocupa o quarto lugar entre os maiores produtores de petróleo de África e figura entre os 20 principais produtores mundiais. Também é um dos maiores produtores de diamantes, ouro e outros minerais.
Perspectivas de combate à pobreza
O Papa reforçou a necessidade de combater a pobreza, destacando que, apesar dos recursos, parte da população vive com rendimentos baixos. As suas palavras foram recebidas como um chamado à responsabilidade pública e moral por parte das autoridades.
João Lourenço reconheceu o peso do desafio, afirmando que o governo está empenhado em melhorar a vida das pessoas. O Presidente pediu também que o Papa continue a exercer a sua autoridade moral para promover a paz entre os povos.
Roteiro da visita e contexto histórico
Após Kilamba, a primeira etapa de Angola, o programa prevê a deslocação a Muxima, onde o Papa deverá presidir a uma oração do terço na igreja local. O santuário é um importante polo de peregrinação católica na região.
Angola tem uma memória marcada pela guerra civil que durou quase três décadas e por casos de corrupção associada a regimes anteriores. O país enfrenta um dilema entre riqueza de recursos e níveis de pobreza elevados.
Contexto social
Estimativas do Banco Mundial indicam que uma parcela significativa da população vive com rendimentos baixos há vários anos. A visita papal é interpretada por analistas como uma tentativa de estimular reformas sociais e uma maior cooperação internacional.
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